Os Estados Unidos informaram esta segunda-feira, 1 de junho, que realizaram, durante o fim-de-semana, novos "ataques de autodefesa" contra "instalações de radar", "de comando e controlo de drones" em Goruk, no sul do Irão, e na Ilha de Qeshm. Já o regime de Teerão afirmou que respondeu à ofensiva norte-americana com um ataque a uma base aérea dos EUA.De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques, "medidos e deliberados", foram uma "resposta a ações agressivas do Irão, que incluíram o abate de um drone MQ-1 dos EUA que operava sobre águas internacionais". "Os avião de combate dos EUA responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras para os navios que transitavam pelas águas regionais", lê-se no comunicado do Comando Central dos EUA, dando conta que "nenhum militar ficou ferido" nestas ações.Na nota é garantido que o o CENTCOM "continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o cessar-fogo em curso". .Também nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irão fez saber que atacou uma base aérea utilizada pelos EUA em resposta às ações militares norte-americanas no sul do Irão, não tendo identificado a localização da base militar, segundo a Reuters. .Irão acusa EUA de "mudar constantemente de opinião" de "apresentar exigências novas ou contraditórias".O porta-voz dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou os EUA de continuarem a violar o cessar-fogo, referindo-se aos últimos ataques do CENTCOM, que terão tido uma retaliação militar. A agência de notícias KUNA, citada pela Reuters, avançou, entretanto, que defesas aéreas do Kuwait, onde está localizada uma base norte-americana, intercetaram, esta segunda-feira ataques de mísseis e drones."Os Estados Unidos também estão a violar o cessar-fogo, incluindo esta manhã", afirmou Esmaeil Baqaei, depois de criticar as violações na trégua entre Israel e Líbano. O responsável prometeu em conferência de imprensa, citada pelos media internacionais, que o Irão irá tomar "todas as medidas" consideradas necessárias para "defender a segurança nacional" do país. “Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é uma condição essencial para qualquer acordo que vise pôr fim à guerra”, sublinhou.Na mesma ocasião, Baqaei culpou os EUA pelo atraso na obtenção de um acordo com negociações que começaram com "forte suspeita e desconfiança". Acusa a delegação norte-americana de "mudar constantemente de opinião" e de "apresentar exigências novas ou contraditórias" Desta forma, "é natural que esta situação prolongue as negociações”, considerou..EUA realizaram ataques defensivos contra o sul do Irão.Trump repete que o Irão "quer mesmo chegar a um acordo". A troca de ataques entre os EUA e Irão acontece numa altura em que permanece a incerteza sobre os resultados dos esforços diplomáticos entre os dois países com vista a um entendimento para acabar com a guerra, em curso há mais de três meses.O presidente norte-americano repetiu na madrugada desta segunda-feira que o Irão "quer mesmo chegar a um acordo". "Será um bom acordo para os EUA e para aqueles que estão do nosso lado", escreveu Donald Trump na rede social Truth Social, numa mensagem em que criticou os seus opositores. "Descansem, tudo se vai resolver“, afirmou. .França disponível para participar em "negociações mais amplas" sobre a questão nuclear.O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta segunda-feira que teve uma conversa telefónica com o seu homólogo norte-americano, tendo elogiado os "esforços determinados" de Donald Trump "para alcançar um acordo rápido entre os Estados Unidos e o Irão.Um entendimento entre os dois países representaria "uma oportunidade única para construir uma nova estrutura de segurança envolvendo todas as partes interessadas, de forma a possibilitar uma estabilização duradoura da região”, defendeu. “Indiquei que estamos prontos para apoiar integralmente estes esforços e participar ativamente na sua implementação. Este é o propósito da missão internacional que construímos com os britânicos e os nossos parceiros, pronta para ser mobilizada assim que um acordo estiver concluído, de forma a contribuir para a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz”, referiu Macron numa mensagem publicada nas redes sociais.Disse ainda que França está prepara para contribuir em "negociações mais amplas que devem começar agora, particularmente no que diz respeito aos aspetos nucleares de um acordo"..Conselheiro de líder supremo do Irão acusa Trump de "trair a diplomacia pela terceira vez"