Nadav Shoshani, porta-voz do exército israelita, afirmou que o país está preparado para continuar com a ofensiva contra o Irão nas próximas "semanas", mas esclareceu que a decisão é política. "Estamos preparados para continuar a operar nas próximas semanas. Temos os alvos para isso, as munições para isso, os efetivos para isso, e cabe à liderança decidir", disse Shoshani, citado pela France 24..O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, preside esta terça-feira a uma reunião do comité de emergência Cobra para discutir os impactos da guerra no Irão na economia do Reino Unido, de acordo com a BBC.A reunião do comité Cobra, que se destina a coordenar a resposta de emergência a uma crise, acontece um dia depois de um encontro, realizado em Downing Street, com executivos dos setores da energia, dos transportes marítimos e da banca. Os responsáveis discutiram os impactos dos condicionamentos no estreito de Ormuz. Segundo a emissora britânica, o primeiro-ministro disse aos líderes empresariais que deve ser um "esforço conjunto" para lidar com o impacto da guerra..O preço dos combustíveis disparou em março e provocou uma aceleração agressiva da inflação, até aos 2,7%. Em causa está um acréscimo de 0,6 pontos percentuais (p.p.) face a fevereiro.De acordo com os dados preliminares do INE, registaram-se subidas de 5,8% nos produtos energéticos (-2,2% em fevereiro) e de 6,4% nos produtos alimentares não transformados (6,7% no mês precedente). "A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis", lê-se no relatório.Leia mais aqui.Guerra faz disparar inflação em Portugal para 2,7% em março.Comissário Europeu para a Energia, Dan Jorgensen, afirmou esta terça-feira que a União Europeia (UE) deve preparar-se para uma "perturbação prolongada" no setor energético, como consequência da guerra no Irão, que dura há mais de um mês. Antes de uma reunião de emergência, marcada para esta terça-feira por videoconferência, com os ministros da Energia da UE, o comissário europeu enviou uma carta aos governantes, a que a Reuters teve acesso, na qual Jorgensen disse que os países foram "encorajados a tomar medidas" em antecipação "a uma perturbação potencialmente prolongada", devido ao conflito no Médio Oriente..A Itália recusou que as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA) utilizassem a base aérea de Sigonella, na ilha da Sicília, há uns dias, em manobras de guerra contra o Irão.Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA confirmaram a notícia veiculada pelo jornal Il Corriere della Sera.O ministro da Defesa Italiano, Guido Crosetto, recusou o pedido dos EUA após serem conhecidos os planos de voo de diversas aeronaves norte-americanas cujo destino final era o Médio Oriente.As mesmas fontes adiantaram que não houve quaisquer consultas ou pedidos de autorização semelhantes anteriormente junto das forças armadas de Itália.O itinerário terá sido comunicado com os aviões já em trânsito, mas as autoridades italianas verificaram que não se tratava de voos normais ou de apoio logístico, ficando portanto de fora do previsto pelos tratados entre EUA e Itália para o uso de bases aéreas naquele país europeu.Lusa.Depois de ameaçar o Irão com a destruição de centrais de energia, o presidente dos EUA terá admitido aos seus assessores que está disponível para acabar com a guerra contra Teerão, mesmo que o estreito de Ormuz continue parcialmente encerrado, segundo informação avançada pelo Wall Street Journal.De acordo com o jornal, que cita fontes governamentais, Donald Trump e os seus assessores consideraram que uma missão para reabrir a rota marítima prolongaria o conflito para além do prazo de 4 a seis semanas estabelecido inicialmente, adiando, assim, para uma data posterior, uma operação para restabelecer a circulação no estreito de Ormuz. Citando responsáveis governamentais, o jornal refere que os objetivos principais de Trump nesta guerra passam por enfraquecer a marinha iraniana e o seu arsenal de mísseis, bem como reduzir as atuais hostilidades. .Ataques iranianos no centro de Israel fizeram pelo menos oito feridos, de acordo com as autoridades locais, citadas pelo Times of Israel. As cidades israelitas de Bnei Brak, Ramat Gan e Petah Tikva foram atingidas pelos ataques. Vários carros incendiaram-se depois de terem sido atingidos por fragmentos de mísseis. De acordo com a CNN, há relatos de queda de destroços em vários locais da cidade de Telavive..O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta terça-feira de emergência, na sequência da morte de três capacetes azuis no sul do Líbano.Israel tem lançado ataques contra alvos do movimento pró-Irão Hezbollah no sul do Líbano.As mortes de três militares indonésios, no espaço de 24 horas, em dois incidentes separados no sul do território libanês, estão a ser investigadas pela Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL). .Um responsável de segurança do gabinete do governador de Isfahan confirmou esta terça-feira que ataques atingiram "instalações militares" nesta província do centro do Irão, onde se situa uma instalação nuclear.Akbar Salehi acrescentou que a extensão dos danos e o possível número de vítimas eram ainda desconhecidos."Os relatos iniciais indicam que as instalações militares em Isfahan foram visadas", disse Salehi, citado pela agência de notícias Fars, ligada aos Guardas da Revolução.Um ataque dos Estados Unidos (EUA) atingiu a cidade de Isfahan, capital da província com o mesmo nome, durante a madrugada, lançando uma enorme bola de fogo para o céu.Lusa.As autoridades do Dubai asseguraram esta terça-feira não existirem feridos nem derrame da carga após um petroleiro kuwaitiano ter sido atingido num porto daquela cidade dos Emirados Árabes Unidos (EAU) por um projétil lançado pelo Irão.Contudo, o impacto causou um incêndio, depois de mais um ataque aéreo das forças armadas da República Islâmica iraniana, que tem visado países vizinhos do golfo Pérsico em retaliação face aos ataques de conjuntos israelo-americanos, iniciados em 28 de fevereiro.A empresa Kuwait Oil Corporation informou que o petroleiro estava totalmente carregado com petróleo bruto no momento do ataque.A Organização do Reino Unido para o Transporte Marítimo (UKMTO, na sigla inglesa) relatou um ataque a uma embarcação a 31 milhas náuticas a noroeste do Dubai (cerca de 57 quilómetros).Lusa.Dois cargueiros da estatal chinesa Cosco Shipping e outro navio de propriedade e tripulação chinesa, mas com bandeira do Panamá, conseguiram atravessar o estreito de Ormuz na segunda-feira, segundo o portal de monitorização MarineTraffic.Os mapas da plataforma mostram que tanto os navios da Cosco “Indian Ocean” e “Arctic Ocean” como o panamiano “Mac Hope” já se encontram em águas a leste de Ormuz, após atravessarem essa via marítima crucial, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos a nível mundial, e que se encontra bloqueada de facto pelo Irão.As embarcações da Cosco tinham previsto partir rumo à Malásia em meados de março, mas os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, bem como as represálias de Teerão – também dirigidas contra outros países da região – deixaram-nas retidas no Golfo Pérsico.Lusa.Um ataque dos Estados Unidos atingiu Isfahan durante a madrugada, lançando uma enorme bola de fogo para o céu, numa cidade do centro do Irão onde se situa uma instalação nuclear.Embora o exército dos EUA não tenha até ao momento feito qualquer comentário sobre o bombardeamento, o presidente norte-americano, Donald Trump partilhou nas redes sociais um vídeo do ataque a Isfahan, com explosões a iluminar o céu noturno.Isfahan alberga uma das três instalações atacadas pelos EUA em junho e os militares norte-americanos acreditam que parte do urânio altamente enriquecido do Irão está armazenado ou enterrado na cidade.Os satélites de rastreio de incêndios da agência aeroespacial norte-americana NASA sugerem que as explosões ocorreram perto do Monte Soffeh, uma área que Washington acredita ter posições militares. O Irão ainda não confirmou o ataque.Uma imagem de satélite obtida pouco antes do impasse de 12 dias em junho entre o Irão e Israel sugere que Teerão transferiu um camião carregado de urânio altamente enriquecido para uma instalação nuclear em Isfahan.A imagem de um satélite Pléiades Neo da Airbus Defence and Space mostra um camião carregado com 18 contentores azuis a entrar num túnel no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan cerca de duas semanas antes de os EUA bombardearem o local.Analistas acreditam que o camião transportava a maior parte ou todas as reservas iranianas de urânio enriquecido com uma pureza de até 60%. Este é um pequeno passo técnico para atingir o nível de 90%, necessário para armas nucleares.Lusa.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram que mais quatro soldados morreram na frente de combate com o movimento pró-Irão Hezbollah, no sul do Líbano.O exército israelita divulgou na plataforma de mensagens Telegram os nomes de três das vítimas, sendo que os familiares já foram notificados: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis.A família do quarto militar não autorizou a divulgação do seu nome, referiram as IDF, sem fornecer detalhes sobre as circunstâncias das mortes.Um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no incidente. Os feridos foram levados para um hospital para receberem tratamento médico, acrescentou o exército.O anúncio eleva para nove o número de soldados israelitas mortos no sul do Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel, em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, no primeiro dos bombardeamentos israelo-americanos em Teerão em 28 de fevereiro.Lusa.Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo.Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países.A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.Antes do conflito com o Irão, China, Índia e Turquia eram os principais compradores de petróleo russo, aproveitando descontos, apesar das sanções ocidentais.Com o alívio das sanções, países do Sudeste Asiático, como Filipinas, Indonésia, Tailândia e Vietname, começaram a mostrar interesse. As Filipinas importaram petróleo russo pela primeira vez em cinco anos, pouco depois de declararem emergência energética.No entanto, estes países terão de competir com China e Índia por volumes limitados ainda em trânsito.Lusa.Nevrálgica para a economia do Irão, ilha de Kharg está na mira de Trump.O Pentágono negou que o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tenha tentado investir em importantes empresas do setor antes do início da ofensiva contra o Irão, como noticiou o Financial Times.O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou na segunda-feira como "falsa e inventada" a informação do jornal britânico, que indicava que um corretor da bolsa ligado a Hegseth teria procurado fazer um investimento multimilionário num fundo destinado a investir em empresas que fabricam armas, aviões e sistemas de defesa.De acordo com o Financial Times, o corretor de Hegseth na Morgan Stanley contactou a BlackRock em fevereiro para investir no fundo Defense Industrials Active, poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerão."Trata-se de mais uma difamação infundada e desonesta, concebida para enganar o público. Exigimos uma retratação imediata", acrescentou Parnell, na conta oficial do Pentágono na rede social X.O caso gerou um debate sobre a transparência e possíveis conflitos de interesses de funcionários com acesso a informações de defesa, enquanto analistas assinalam que movimentos financeiros em setores estratégicos costumam ser alvo de vigilância mediática, mesmo sem evidência de conduta ilegal.Lusa.Um petroleiro do Kuwait foi na segunda-feira atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation (KPC).A empresa afirmou que o ataque causou um incêndio e danos significativos no petroleiro, o que pode originar um derrame de petróleo, de acordo com um comunicado divulgado pela Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).A KPC informou que o petroleiro estava totalmente carregado com crude no momento do ataque.O ataque, que não causou feridos nem mortos, foi atribuído ao Irão, que lança mísseis e ‘drones’ diariamente contra alvos norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico em retaliação pelos ataques contra Teerão, que duram há mais de um mês.Pouco antes, a Organização do Reino Unido para o Transporte Marítimo (UKMTO, na sigla inglesa) tinha informado de um ataque a uma embarcação a 31 milhas náuticas (cerca de 57 quilómetros) a noroeste do Dubai.Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra o Irão, a UKMTO registou 24 incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz, a via navegável estratégica bloqueada por Teerão e por onde passa normalmente um quinto do comércio mundial de petróleo.Destes 24 incidentes, 16 envolveram projéteis que atingiram embarcações.Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades."As autoridades do Dubai responderam a um incêndio numa casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após a interceção de um ataque de defesa aérea. Quatro pessoas que estavam perto da casa sofreram ferimentos ligeiros", disse em comunicado o Gabinete de Imprensa do Dubai, sem especificar a origem dos destroços.Lusa.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, criticou hoje a Espanha por proibir o uso do espaço aéreo, tendo questionado o papel da NATO se os Estados Unidos não se puderem servir "quando necessário"."Temos países como a Espanha, um membro da NATO que nos comprometemos a proteger e que nos nega o uso do seu espaço aéreo e se vangloria disso, que nos nega o uso das suas bases, afirmou Rubio numa entrevista à Al Jazeera. "E há outros países que também o fizeram, e então perguntamo-nos: o que ganha os Estados Unidos?", argumentou.Rubio explicou que uma das razões pelas quais ele próprio apoiava a NATO é porque as bases "dão influência, dão flexibilidade e dão capacidade operacional em todo o mundo" ao EUA."Mas se a NATO serve apenas para defendermos a Europa caso seja atacada, enquanto eles nos negam acesso às suas bases quando precisamos delas... não é um acordo muito bom", afirmou.Rubio, que é também conselheiro de Segurança Nacional do presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que "é difícil manter um compromisso e dizer que é bom para os Estados Unidos". "Tem sido muito frustrante", sublinhou. Os Estados Unidos, recordou, têm dezenas de milhares de militares na Europa, milhares de milhões de dólares em armamento por toda a Europa. "Tudo isto para defender a Europa, não para defender os Estados Unidos (...) vamos ter de rever tudo isto" quando terminar a ofensiva contra o Irão, indicou. Rubio salientou que "se amanhã decidíssemos retirar as nossas tropas da Europa, seria o fim da NATO".Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão, além de ter recusado a utilização de duas bases militares pelos Estados Unidos (EUA), disseram o Governo e as forças armadas espanholas.Lusa.Trump ameaça cortar relações comerciais com Espanha após fecho do espaço aéreo a voos militares.Bom dia,Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra contra o Irão, desencadeada a 28 de fevereiro por uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel. Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados dos EUA no Médio Oriente..Estados Unidos afirmam que retomarão em breve o controlo do Estreito de Ormuz