O incêndio florestal na região espanhola de Los Gallardos, em Almeria, na comunidade autónoma da Andaluzia, no sul do país, fez pelo menos 12 mortos e oito feridos, entre os quais quatro em estado grave, indicaram esta sexta-feira, 10 de julho, as autoridades locais.Há 23 pessoas dadas como desaparecidas, afirmou Juan Moreno, presidente do governo regional da Andaluzia, em declarações à rádio Canal Sur.Várias vítimas do incêndio em Los Gallardos foram encontradas dentro de veículos carbonizados.Uma "tragédia sem precedentes", classificou o conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Andaluzia, Antonio Sanz, citado pelo El Mundo. O responsável referiu que se trata do incêndio com "maiores consequências até à data" na região. As vítimas mortais "procuravam uma saída alternativa à indicada" e acabaram por cair numa "armadilha", disse.A maioria das vítimas foi encontrada numa aldeia pertencente ao município de Bédar, Los Gallardos.Segundo as autoridades, quatro cidadãos britânicos "encurralados dentro de um veículo e sete pessoas morreram ao tentar fugir a pé".Antonio Sanz alertou que a mudança de rota para caminhos improvisados e não coordenados, no meio do fumo, agravou a tragédia.O conselheiro de Saúde e Emergências do governo regional da Andaluzia, disse à EFE que tudo indica que "a maioria ou a totalidade" das vítimas mortais do incêndio florestal de Los Gallardos eram estrangeiras, aguardando-se a conclusão dos procedimentos oficiais de identificação.Adiantou que as vítimas decidiram tentar escapar "por conta própria" através do leito seco de um rio — o que se revelou "uma verdadeira armadilha" — em vez de seguirem a ordem de permanência no local ou as rotas de evacuação indicadas pelos serviços de emergência..A Unidade Militar de Emergência de Espanha (UME) mobilizou, entretanto, 200 efetivos e 70 viaturas de diversos tipos para auxiliar no combate ao incêndio em Los Gallardos, confirmou a ministra da Defesa, Margarita Robles.O incêndio que deflagrou na quinta-feira pode ter sido provocado pela queda de uma linha de transporte de energia. Essa é a hipótese apontada pelo presidente do Governo regional da Andaluzia. "O incêndio começou numa vala devido a um cabo partido entre dois pontos de energia", afirmou o governante, citado pela imprensa espanhola.Devido ao vento, o “ fogo alastrou-se como um incêndio florestal, um dos mais rápidos e complexos dos últimos anos”, relatou Moreno."Está tudo muito seco devido às ondas de calor, o que cria o combustível perfeito, e, combinado com o vento, é uma bomba-relógio”, disse o presidente do Governo regional da Anadaluzia. De acordo com a agência de notícias EFE, o fogo já consumiu cerca de 3150 hectares.A delegada do governo regional da província de Almeria, Patricia Navarro, afirmou que mil pessoas foram retiradas dos locais de residência, por precaução, devido ao incêndio.As autoridades regionais da Andaluzia afirmaram também que se trata do incêndio "mais mortífero já registado na região"..Rei de Espanha manifesta profundo pesar pela tragédia .O rei de Espanha, Filipe VI, manifestou profundo pesar pela tragédia do incêndio de Los Gallardos, Almeria, transmitindo as condolências às famílias das vítimas e aos afetados."Expressamos a nossa tristeza e condolências às famílias e aos entes queridos dos falecidos, bem como a todos os afetados", declarou a Casa Real numa mensagem divulgada através das redes sociais. .Sánchez garante que "todos os recursos materiais e humanos" estão mobilizados. "Tenham extrema cautela", apela.O primeiro-ministro espanhol também recorreu às redes sociais para informar que conversou com o presidente do Governo regional da Andaluzia, com quem tem trabalhado “desde o início com a máxima colaboração entre as instituições”.Pedro Sánchez garantiu também que "todos os recursos materiais e humanos" do Governo espanhol já estão mobilizados para "extinguir o incêndio florestal de Los Gallardos e prestar assistência aos afetados"."Por favor, sigam as recomendações das autoridades e dos serviços de emergência. Tenham extrema cautela", apelou o chefe do Governo, que apresentou as "condolências" do Executivo às famílias das vítimas. .Seguro e Montengero enviam condolências pelas vítimas do incêndio.O Presidente da República, António José Seguro, lamentou as vítimas mortais resultantes do incêndio florestal na província espanhola de Almeria e enviou uma mensagem de condolências e solidariedade ao Rei de Espanha, Felipe VI.Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na internet, "o Presidente António José Seguro lamenta profundamente as vítimas mortais resultantes do grave incêndio florestal que deflagrou na noite desta quinta-feira na região de Almería na comunidade da Andaluzia"."Em seu nome pessoal e no do povo português, o Presidente da República solidariza-se com o Rei de Espanha, a quem dirigiu uma mensagem de condolências, e com todo o povo espanhol", lê-se na mesma nota.António José Seguro "apresenta sentidas condolências às famílias das vítimas deste incêndio e faz votos de rápida recuperação a todos os feridos".O primeiro-ministro também enviou uma mensagem de "sentidas condolências" pelas vítimas do incêndio na região de Andaluzia. "Recebi com enorme tristeza as notícias do trágico incêndio de Los Gallardos na província espanhola de Almería", lê-se na mensagem de Luís Montenegro, na qual salienta que "os incêndios são um desafio comum a Portugal e a Espanha, que tantas vezes se socorrem mutuamente"."Em nome de Portugal, deixo também uma palavra de conforto a todos os espanhóis. Estaremos sempre juntos", conclui. .Fogo criminoso e abandono de matas explicam tragédia de Vouzela.Vouzela atira Portugal para recorde da Europa de área ardida em 2026