O soldado israelita que destruiu uma estátua de Jesus Cristo com recurso a uma marreta no sul do Líbano e o colega que o fotografou foram expulsos do serviço de combate e condenados a 30 dias de prisão, anunciaram as forças armadas de Israel.As Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) adiantaram que, entretanto, a estátua foi reerguida pelas tropas “em total coordenação com a comunidade local”, tendo inclusivamente partilhado uma imagem do novo monumento..“O Comando Norte trabalhou para coordenar a recolocação da estátua desde o momento em que recebeu a denúncia do incidente”, refere o Exército, acrescentando que “expressa profundo pesar pelo sucedido e está a trabalhar para garantir que não se repita no futuro”.Uma investigação militar ao incidente na aldeia cristã de Debel constatou que, além do soldado que danificou a estátua e do soldado que o fotografou, outros seis soldados estavam “presentes no local e não agiram para impedir o incidente nem o denunciaram”.“A investigação concluiu que a conduta dos soldados se desviou completamente das ordens e valores das IDF”, refere o Exército.As conclusões da investigação foram apresentadas na noite desta segunda-feira, 20 de abril, ao comandante da 162ª Divisão, Brigadeiro-General Sagiv Dahan, responsável pelo sector onde ocorreu o incidente e que Dahan aceitou as conclusões e as recomendações dos comandantes.Consequentemente, o responsável decidiu afastar os dois soldados envolvidos do serviço de combate, enviando-os para a prisão militar durante 30 dias.“Os restantes militares que permaneceram no local foram chamados para prestar esclarecimentos que serão realizados posteriormente, após os quais serão determinadas outras medidas de comando”, informou o Exército.As IDF afirmaram que “os procedimentos relativos à conduta com instituições e símbolos religiosos foram reforçados junto das tropas antes da entrada delas nas áreas em questão e serão novamente reforçados para todas as tropas na área após o incidente”.Também o Chefe do Estado-Maior das FDI, o tenente-general Eyal Zamir, “condenou o incidente e afirmou que constitui uma conduta inaceitável e uma falha moral, que ultrapassa em muito qualquer padrão aceitável e contradiz os valores das Forças de Defesa de Israel e a conduta esperada das suas tropas”, segundo um comunicado militar..Trump recusa prolongar o cessar-fogo e diz que Forças Armadas dos EUA estão prontas "para entrar em ação"