O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.
O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.EPA / CHEMA MOYA

Colisão de comboios em Espanha. Há 29 pessoas internadas e três mortos por identificar

Amanhã, terça-feira, o Conselho de Ministros deverá aprovar auxílios para os afetados pelo acidente ferroviário.
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Um total de 29 pessoas feridas na colisão de comboios em Espanha continua internada e há ainda três vítimas mortais por identificar. De acordo com o balanço divulgado esta segunda-feira, 2 de novembro, pela agência de notícias EFE, dos feridos do acidente que ocorreu na quarta-feira de manhã, 28 de outubro, perto da estação de Urda, em Toledo, há nove ainda nos cuidados intensivos.

Comparativamente a domingo, há menos duas pessoas internadas. Já desde o dia do acidente, houve 110 pessoas assistidas nos hospitais, sendo que 81 tiveram alta.

O Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e Ciudad Real já identificou 66 das 69 pessoas que morreram no acidente ferroviário, uma delas um cidadão português. As famílias foram notificadas sobre 60 destas identificações, referentes a 36 homens e 24 mulheres.

Nesta terça-feira (3), o Conselho de Ministros deverá aprovar auxílios para os afetados pelo acidente ferroviário. Por outro lado, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, deverá apresentar em conferência de imprensa um relatório sobre a tragédia, do qual deverão constar os detalhes já revelados, tanto pelo Governo como pelas comunicações áudio entre o centro de controlo e os maquinistas, de que o maquinista de um dos comboios recebeu indicações erradas de um operador, que não respeitavam os protocolos estabelecidos para a situação em que se encontrava, acabando por colidir a mais de 180 quilómetros por hora com outra composição que estava parada na mesma linha.

No local do acidente continuam os trabalhos de busca e remoção dos destroços, depois de uma juiza ter determinado, no sábado, com carácter de urgência, que a empresa de gruas contratada pela Adif Renfe disponibilizasse a mão-de-obra necessária, estabelecendo turnos de trabalho para garantir a continuidade ininterrupta das operações durante o fim de semana.

Esta decisão vai ao encontro da “necessidade urgente” de localizar todos os possíveis vestígios que ainda possam estar no local e permitir a entrega de artigos aos familiares das vítimas mortais com a maior brevidade possível.

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