O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.
O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.EPA / CHEMA MOYA

Governo confirma morte de português no acidente ferroviário em Espanha

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeios, a vítima fazia parte da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente, em Toledo.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta sexta-feira, 30 de outubro, a morte de um português que seguia a bordo de um dos comboios que colidiram em Espanha na manhã de quarta-feira.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros acaba de confirmar a morte de um cidadão de nacionalidade portuguesa, do sexo masculino, e que era membro da tripulação de um dos comboios envolvidos no acidente de ontem, em Toledo", diz em comunicado.

"Portugal lamenta profundamente as mortes e feridos deste trágico acidente em Espanha, reforçando as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e com solidariedade para o povo e autoridades espanholas", remata.

Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeios, já havia confirmado a existência de um português incontactável, ainda que realçando que poderia acontecer este não estar no comboio, estar bem e não contactável, mas também, estar entre as vítimas mortais, como agora veio confirmar.

Mais tarde, ainda na quinta-feira, o Correio da Manhã avançou a morte deste homem, que teria 49 anos, seria natural de Serpa e que trabalharia em Madrid numa empresa ferroviária. O óbito teria sido confirmado por esta empresa à família, que já estaria em Espanha.

O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.
MNE confirma que há um português que não está localizável após acidente ferroviário em Espanha

A colisão entre dois comboios de alta velocidade em Espanha na manhã de quarta-feira perto da estação de Urda, Toledo, provocou, segundo o mais recente balanço 69 vítimas mortais. Há mais de 50 feridos nos hospitais.

O presidente do governo de Castela-La Mancha, Emiliano García-Page, admitiu esta sexta-feira a possibilidade de existirem mais vítimas mortais, dada a complexidade da identificação dos cadáveres.

O presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, por seu lado, disse que poderá haver vítimas mortais de 27 nacionalidades.