Avião da Força Aérea chinesa
Avião da Força Aérea chinesaEPA

China inicia dois dias de exercícios com fogo real no estreito de Taiwan

Pequim considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e nunca excluiu o recurso à força para assumir o controlo da ilha, posição rejeitada pelas autoridades de Taipé.
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A China iniciou esta quinta-feira, 23 de julho, dois dias de exercícios militares com fogo real no estreito de Taiwan, numa zona em frente à província costeira de Fujian, no sudeste do país, segundo um aviso divulgado pela Administração de Segurança Marítima provincial.

O aviso delimita duas áreas junto à ilha chinesa de Dongshan, a segunda maior de Fujian, onde as manobras decorrem entre as 06h00 e as 18h00 locais (23h00 de quarta-feira e 11h00 de hoje em Lisboa), prolongando-se na sexta-feira no mesmo horário, estando proibida a entrada de qualquer embarcação.

Até ao momento, nem o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular, responsável pelas operações em torno de Taiwan, nem o ministério da Defesa taiwanês comentaram os exercícios.

As forças chinesas têm realizado repetidamente manobras na ilha de Dongshan e nas águas circundantes, incluindo simulacros de desembarque anfíbio.

Em dezembro do ano passado, Pequim realizou exercícios militares de grande escala em torno de Taiwan, designados "Missão Justiça-2025", envolvendo unidades do exército, marinha, força aérea e força de mísseis.

Durante o segundo dia dessas manobras, a China lançou 27 projéteis para águas a norte e a sul de Taiwan, dos quais dez caíram na chamada "zona contígua" da ilha, que se estende até 24 milhas náuticas (cerca de 44,5 quilómetros) da costa.

Na altura, o porta-voz do ministério da Defesa chinês, Zhang Xiaogang, classificou os exercícios como "plenamente legítimos e necessários" e garantiu que Pequim derrotaria "com firmeza" qualquer tentativa de "ingerência externa" em Taiwan, numa referência implícita aos Estados Unidos e ao Japão.

Desde então, a China não voltou a anunciar exercícios militares de grande dimensão em torno da ilha, mas reforçou a presença da guarda costeira e de outras embarcações oficiais nas águas próximas de Taiwan, em especial ao largo da costa oriental, onde lançou, no mês passado, uma "operação de controlo do tráfego marítimo".

Pequim considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e nunca excluiu o recurso à força para assumir o controlo da ilha, posição rejeitada pelas autoridades de Taipé, que defendem que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan podem decidir o seu futuro político.

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