Caças russos fazem manobras "perigosas" perto de avião da RAF e Reino Unido denuncia "comportamento inaceitável"

Caças russos fazem manobras "perigosas" perto de avião da RAF e Reino Unido denuncia "comportamento inaceitável"

John Healey, o secretário de Defesa britânico, assumiu que o caso, sobre o Mar Negro, causou "um sério risco de acidentes", bem como uma "potencial escalada do conflito".
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Um avião de reconhecimento da Royal Air Force britânica foi "interceptado várias vezes e de forma perigosa" por dois caças russos no mês passado, de acordo com informações do Ministério da Defesa do Reino Unido.

Ainda de acordo com este ministério, os caças Su-35 e Su-27 aproximaram-se da aeronave desarmada da força aérea britânica durante um voo de rotina no espaço aéreo internacional sobre o Mar Negro.

O governo britânico relata que o Su-35 voou suficientemente perto para acionar os sistemas de emergência do avião, tendo inclusive desativado o piloto automático.

Por sua vez, o Su-27 passou sei vezes à frente da aeronave da RAF, chegando a ficar a seis metros do nariz.

A força aérea participava dos esforços do Reino Unido e dos seus aliados para garantir a segurança do flanco leste da NATO, que registou diversas incursões de drones nos últimos dias.

O Ministério da Defesa e o Ministério dos Negócios Estrangeiros condenaram o "comportamento perigoso e inaceitável" numa queixa enviada à Embaixada da Rússia, de acordo com o Ministério da Defesa.

"Este incidente é mais um exemplo de comportamento perigoso e inaceitável por parte de pilotos russos contra uma aeronave desarmada que operava em espaço aéreo internacional. Essas ações criam um sério risco de acidentes e potencial escalada do conflito. Gostaria de prestar homenagem ao excepcional profissionalismo e bravura da tripulação da RAF, que prosseguiu com a sua missão, apesar dessas ações perigosas. Quero ser bem claro: este incidente não irá dissuadir o Reino Unido do seu compromisso de defender a NATO, os nossos aliados e os nossos interesses da agressão russa", afirmou John Healey, o secretário de Defesa, citado pela Sky News.

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