Faixa de Gaza
Faixa de GazaHAITHAM IMAD/EPA

Autoridades de Gaza registam mais de 900 mortos durante a trégua

Ataque aéreo israelita matou esta segunda-feira uma menina de 6 anos e a sua professora durante as aulas numa tenda de um campo de deslocados, segundo fontes médicas à agência de notícias EFE.
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O número de mortos na Faixa da Gaza durante o cessar-fogo, em vigor com Israel desde outubro do ano passado, ascende a 904, indicou esta segunda-feira, 25 de maio, o Ministério da Saúde do enclave palestiniano controlado pelo grupo islamita Hamas.

Outras 2713 pessoas ficaram feridas em ataques do exército israelita no mesmo período, de acordo com o ministério palestiniano, que deu também conta de 777 corpos recuperados nos escombros do território desde o início da trégua, em 10 de outubro de 2025, que tem sido alvo de sucessivas acusações de violação por ambas as partes.

O número de vítimas não inclui seis mortos registados esta segunda-feira.

Um ataque aéreo israelita matou hoje uma menina de 6 anos e a sua professora de 31 durante as aulas numa tenda no campo de deslocados de Ghaith, na zona de al-Mawasi, no sul do território, confirmaram fontes médicas à agência de notícias EFE.

O ataque feriu ainda outras 17 pessoas, que foram inicialmente levadas para o hospital de campanha do Kuwait no campo de deslocados e, posteriormente, para o Complexo Médico Nasser, em Khan Yunis.

Entre os feridos, havia várias crianças, de acordo com uma testemunha, que também confirmou à EFE que as famílias chegaram ao local do ataque momentos depois, quando várias vítimas ainda estavam presas nos escombros.

A trégua de 10 de outubro, obtida com mediação dos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e o acesso de ajuda humanitária ao território devastado, mas não evoluiu ainda para a segunda fase, visando uma paz permanente.

As etapas seguintes preveem o desarmamento do Hamas e a continuação da retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza, mas o diálogo encontra-se paralisado há semanas, desde que o foco internacional se desviou para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.

Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações de violações do cessar-fogo e as organizações de ajuda humanitária alegam que as autoridades israelitas não permitem a entrada da quantidade de assistência prometida no território.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

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