O Paquistão, juntamente com a Turquia e o Egito, está a liderar os esforços de mediação para terminar com a guerra no Irão, segundo a agência de notícias EFE, que cita fontes governamentais."Considerando que é do interesse do Paquistão e da região, o país está a liderar os esforços de mediação para um diálogo entre os Estados Unidos e o Irão, com o objetivo de negociar o fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão", informou um alto responsável do Governo, sob condição de anonimato. De acordo com a Sky News, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão afirmou que "se as partes o desejarem, Islamabad está sempre disposta a acolher negociações".O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, por seu lado, falou com o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, e "prometeu a ajuda e um papel construtivo de Islamabad no avanço da paz na região", ainda segundo a emissora britânica..As autoridades da Arábia Saudita anunciaram hoje a interceção de 27 drones na zona oriental do país, atribuindo os ataques às forças iranianas.O Ministério da Defesa saudita afirmou, através das redes sociais, que os sistemas de defesa aérea abateram drones, sem reportar vítimas ou danos materiais.No passado sábado, vários cidadãos iranianos que trabalhavam na embaixada de Teerão em Riade foram declarados "persona non grata".Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, alertou que o reino saudita pode vir a responder militarmente aos ataques iranianos.As autoridades sauditas alegaram ter abatido dezenas de mísseis e drones disparados pelo Irão, que lançou ataques contra interesses de Israel e dos Estados Unidos contra vários pontos do Médio Oriente.O Irão disse que se tratam de ataques de retaliação contra a campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano iniciada no passado dia 28 de fevereiro. Lusa .A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou esta terça-feira Israel com "ataques intensos" em apoio aos civis do Líbano e da Palestina."Avisamos o exército criminoso de que, se os seus crimes contra civis no Líbano e na Palestina persistirem", as forças israelitas "serão alvo de ataques intensos com mísseis e drones", indicou a Guarda Revolucionária do Irão em comunicado citado pela agência de notícias estatal IRNA..Três altos funcionários israelitas disseram à Reuters que o presidente dos EUA está determinado em alcançar um acordo com o Irão, mas afirmaram que o sucesso das negociações é improvável.Recorde-se que, na segunda-feira, Donald Trump anunciou conversações com o Irão e uma pausa de cinco dias nos ataques a infraestruturas energéticas. Teerão negou a existência de negociações com os Estados Unidos.Sob a condição de anonimato, os três altos funcionários israelitas falaram com a agência de notícias e consideraram improvável que o Irão concorde com as exigências dos EUA para terminar com a guerra no Médio Oriente, desencadeada a 28 de fevereiro com uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel..Na última noite, ataques aéreos contra um local das Forças de Mobilização Popular (FMP) xiitas do Iraque, facções paramilitares que incluem grupos alinhados com o Irão, fizeram pelo menos 15 mortos, entre os quais o comandante das operações das FMP em Anbar, segundo a Reuters, que cita fontes de segurança e de saúde.Em comunicado, citado pela agência de notícias, o grupo confirmou a morte do seu comandante em Anbar, Saad al-Baiji, e de outras 14 pessoas, tendo responsabilizado os EUA pelo ataque, que terá tido como alvo um quartel-general. .Japão começa na quinta-feira a libertar reservas estatais de petróleo .As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram esta terça-feira que atingiram mais de três mil alvos do regime iraniano desde o início da guerra, a 28 de fevereiro. "Ontem, as IDF atacaram centros de comando da Guarda Revolucionária Islâmica, depósitos de armas e sistemas de defesa aérea", informou o exército israelita. Durante a última noite, "mais de 50 alvos adicionais foram atingidos, incluindo locais de armazenamento e lançamento de mísseis balísticos", adiantaram as IDF..Um ataque com um míssil balístico iraniano fez esta manhã pelo menos quatro feridos ligeiros em Telavive, Israel.Um elemento das equipas de emergência relatou ao Times of Israel "destruição, fumo e caos" no local do impacto do míssil iraniano. Vários prédios e carros foram danificados, segundo a imprensa israelita..Taiwan iniciou os procedimentos para reativar duas centrais nucleares, cerca de um ano após o encerramento do último reator em funcionamento, devido à elevada procura energética associada à inteligência artificial e às tensões no Médio Oriente.A empresa estatal Taipower está a trabalhar para obter as autorizações necessárias para reativar as centrais de Kuosheng, no norte do país, e de Maanshan, no sul, indicou no sábado o líder taiwanês, William Lai.Segundo Lai, a empresa deverá apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até ao final deste mês, sublinhando que a segurança nuclear, a gestão de resíduos e o consenso social são os “três fatores-chave” a considerar.A iniciativa surge após o encerramento do último reator da central de Maanshan, em maio de 2025, que marcou o fim da era nuclear em Taiwan, na sequência do desmantelamento progressivo das centrais de Chinshan e Kuosheng entre 2018 e 2023.A decisão anterior concretizou um dos principais objetivos do Partido Democrático Progressista, que defendia uma “pátria livre de energia nuclear”, especialmente após o acidente de Fukushima.O “forte desenvolvimento económico” da ilha, a necessidade de eletricidade com baixas emissões e o crescente consumo energético da indústria da inteligência artificial, a par de alterações legislativas recentes, levaram, porém, o Governo a reconsiderar a sua posição, reconheceu Lai.O dirigente referia-se a uma lei aprovada no ano passado pelo parlamento, de maioria opositora, que passou a permitir a continuação das operações das centrais nucleares mesmo após entrarem em fase de desmantelamento.O eventual regresso à energia nuclear é também explicado por fatores geopolíticos. Em 2025, o gás natural liquefeito representou mais de 47% da produção elétrica de Taiwan, sendo cerca de um terço importado do Qatar, segundo dados oficiais.Cerca de 70% do petróleo bruto importado pela ilha provém igualmente do Médio Oriente, com destaque para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o que aumenta a vulnerabilidade a eventuais interrupções no fornecimento devido ao atual conflito na região.Num comunicado, o ministério dos Assuntos Económicos indicou que o abastecimento de gás natural deverá manter-se estável até ao final de maio e que as importações já estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência do Médio Oriente.A dependência de combustíveis importados por via marítima expõe ainda Taiwan a um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte do seu território e não exclui o uso da força.Nas recentes manobras militares chinesas em torno de Taiwan, designadas “Missão Justiça-2025”, o exército simulou cenários de bloqueio e tomada de portos e outras infraestruturas estratégicas.Lusa.Dia de alívio nas bolsas e no crude, mas Bruxelas diz aos países que se preparem já para o inverno.O Vietname e a Rússia assinaram um acordo de cooperação para a construção da primeira central nuclear no país do Sudeste Asiático, durante a visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, a Moscovo.O representante de Hanói e o homólogo russo, Mikhail Mishustin, presidiram na segunda-feira à assinatura de vários acordos, incluindo o da energia nuclear e um sobre cooperação em matéria de petróleo e gás, entre outros.Num comunicado publicado hoje no portal do Governo, o Vietname qualificou o acordo para a construção de uma central nuclear "para fins pacíficos" como um "projeto simbólico para a amizade" entre ambas as nações, sem fornecer mais detalhes.Por seu lado, a empresa estatal russa Rosatom, especializada em energia nuclear, indicou num comunicado que o projeto, conhecido como central nuclear Ninh Thuan 1, prevê a construção de duas unidades de potência, de conceção russa, com reatores VVER 1200, com uma capacidade instalada total de 2400 MW.Alexey Likhachev, diretor-geral da Rosatom, afirmou que o projeto é "a base de uma parceria industrial de longo prazo, que reforçará a independência energética do Vietname e abrirá novas oportunidades para o crescimento económico".A construção da central nuclear vietnamita terá como referência a central nuclear de Leningrado 2, aponta ainda o comunicado da Rosatom, que também não estabelece prazo, custo ou localização da futura central.A assinatura destes acordos ocorre num contexto de subida dos preços do petróleo e do gás provocada pela guerra do Irão, especialmente devido às preocupações com o abastecimento que transita pelo estratégico estreito de Ormuz, do qual a Ásia depende em grande medida.Lusa.O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou na segunda-feira para que as partes no conflito no Irão abordem “as causas profundas”, num encontro com o conselheiro de Segurança Nacional britânico, Jonathan Powell, em Pequim.Wang sublinhou que o prolongamento da guerra apenas agravará os danos e as consequências, defendendo o regresso a uma solução política através do diálogo e da negociação, segundo um comunicado da diplomacia chinesa.O conflito opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel desde o final de fevereiro, quando Washington e Telavive lançaram ataques contra território iraniano, aos quais Teerão respondeu com ofensivas contra vários países do Golfo e posições associadas aos Estados Unidos na região.O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, foi bloqueado pelo Irão em resposta à ofensiva.Também na segunda-feira, o enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, alertou para “consequências insuportáveis para todas as partes” caso o encerramento desta rota se prolongue.Wang considerou que a visita do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à China em janeiro foi “bem-sucedida” e “histórica”, tendo recebido avaliações positivas de vários setores e da opinião pública internacional.Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, este facto demonstra que o desenvolvimento de uma parceria estratégica abrangente, estável e de longo prazo entre a China e o Reino Unido é “inevitável” e corresponde à vontade dos povos.Wang acrescentou que, se ambas as partes avançarem na mesma direção, poderão alcançar benefícios mútuos, devendo implementar consensos, reforçar os intercâmbios e aprofundar a cooperação para promover relações bilaterais estáveis.Powell afirmou que Londres está disponível para trabalhar com Pequim na implementação dos resultados da visita de Starmer, reforçar a comunicação e a cooperação e desenvolver uma parceria estratégica abrangente, estável e duradoura.Lusa.Trump suspende ultimato ao Irão: TACO ou a abertura para o fim da guerra?.Os principais fabricantes chineses de baterias somaram mais de 70.000 milhões de dólares (60.000 milhões de euros) em capitalização bolsista desde os ataques israelo-americanos ao Irão, refletindo expectativas de um impulso às energias limpas.As ações da CATL, BYD e Sungrow, que produzem baterias e equipamentos de armazenamento de energia, superaram o desempenho de grandes petrolíferas como Chevron, ExxonMobil e BP desde o início do conflito.A valorização das empresas de energia limpa ilustra como a China e outros países importadores de petróleo poderão responder à guerra reforçando o investimento em energias renováveis, com o objetivo de aumentar a segurança energética.Citado pelo jornal britânico Financial Times, Neil Beveridge, responsável pela análise energética da Bernstein, considerou que a China, maior importador mundial de petróleo, deverá intensificar a estratégia de “eletrificar tudo”. Outras grandes economias asiáticas, como o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan, poderão seguir a mesma via.“Isso altera completamente o paradigma energético”, afirmou o analista, acrescentando que “mesmo que a guerra termine no próximo mês, não há regresso ao ponto anterior”, disse.Lusa.Macau aconselhou hoje os residentes a terem precaução caso pretendam viajar para seis países, seguindo o exemplo da vizinha região chinesa de Hong Kong, “perante a contínua deterioração da situação no Médio Oriente”.Num comunicado, a Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau emitiu o alerta de viagens de nível 1 para Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.De acordo com o portal da DST, o nível 1, o mais baixo numa escala de três, “representa o surgimento de uma ameaça à segurança pessoal”.“Os residentes de Macau que planeiem viajar ou que se encontrem no destino, devem estar em alerta (…). É sugerido que se mantenham atentos e que acompanhem o desenvolvimento dos acontecimentos”, explica o portal.No mesmo comunicado, a DST recomenda aos residentes de Macau que planeiam viajar para o Iraque, Kuwait e Iémen, ou que já se encontram nesses países, “que redobrem a atenção” no que toca à segurança pessoal.A DST recordou que desde junho tem vindo a aconselhar os residentes a abandonarem Irão e Israel “o mais rápido possível” e a não viajarem para qualquer dos dois países.A linha aberta da DST recebeu, desde 01 de março e até segunda-feira, 18 pedidos de informação ou assistência relacionados com o Médio Oriente, dos quais cerca de 80% dizem respeito a residentes retidos em Dubai, Abu Dhabi e Bahrein.Os restantes estão relacionados com cancelamentos e pedidos de reembolso de viagens de grupo que não tinham ainda sido iniciadas.Na segunda-feira, as autoridades de Hong Kong já tinham elevado para o nível negro, o mais elevado, o alerta de viagem para Israel e Irão.“Devido à situação de segurança altamente imprevisível no Irão e em Israel, o Governo aconselha os residentes de Hong Kong a evitarem todas as viagens” para qualquer dos dois países.Um porta-voz do Governo acrescentou que os residentes que se encontram em Israel ou Irão devem “cuidar da sua segurança pessoal e abandonar ou deslocar-se imediatamente para regiões relativamente seguras”.A região aconselhou também os residentes a “terem cautela e proteger a sua segurança pessoal” caso viajem para Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.Lusa.O Irão negou na segunda-feira ter atacado com mísseis uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico.O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, classificou, numa mensagem na sua conta na rede social X, como "desinformação de Israel" as acusações sobre a autoria do Irão nesse ataque da semana passada.Bagaei citou uma notícia da televisão Al Zazira que recolhia declarações do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que afirmou não poder confirmar a declaração de Israel de que os projéteis utilizados fossem mísseis balísticos intercontinentais iranianos."Que até o secretário-geral da NATO se recuse a apoiar a desinformação mais recente de Israel, é muito significativo: o mundo está completamente farto destas histórias desacreditadas de 'falsa bandeira'", escreveu o porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros.Dois mísseis balísticos de alcance intermédio foram disparados na sexta-feira passada contra Diego García, nas ilhas Chagos, mas nenhum atingiu o alvo, segundo adiantou o jornal Wall Street Journal.Lusa.Siga aqui os principais desenvolvimentos da guerra no Irão, desencadeada por uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a 28 de fevereiro. Teerão tem respondido com ataques aéreos contra Israel e países vizinhos do Golfo que albergam bases militares dos EUA..Trump anuncia que "Irão concordou em não ter armas nucleares". Teerão desmente negociações com EUA