Jeffrey Epstein
Jeffrey EpsteinFOTO:CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH / EPA

Alegado angariador de mulheres para Epstein encontrado morto na sua casa em França

Daniel Siad, que tinha 69 anos, era acusado de violação e de exploração sexual de mulheres, tendo supostamente trabalhado para o pedófilo norte-americano.
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O recrutador de modelos Daniel Siad, suspeito de ter angariado mulheres para o falecido pedófilo Jeffrey Epstein, foi encontrado morto na sua casa em Colombes, nos arredores de Paris.

A informação, avançada pelo Le Parisien, foi confirmada pelo Ministério Público de Nanterre. Segundo o jornal, o homem de 69 anos morreu de paragem cardíaca.

"Uma investigação sobre a causa da morte foi aberta na noite de segunda-feira, após a descoberta" do corpo na sua "casa", afirmou a acusação. "Será realizada uma autópsia" no âmbito desta investigação, que foi confiada à polícia judiciária de Hauts-de-Seine, acrescentaram.

Acusado de vários crimes, incluindo alegações de violação e de tráfico de mulheres, Daniel Siad era alvo de uma investigação em Paris, conduzida pelo gabinete especializado no combate ao tráfico de pessoas.

De origem argelina e naturalizado sueco e francês, Siad negou as acusações e afirmou que desejava ser interrogado pelos investigadores para apresentar a sua versão dos factos, de acordo com a agência AFP.

A primeira queixa contra ele foi apresentada a 10 de fevereiro por uma ex-modelo sueca, Ebba P. Karlsson. A mulher, na casa dos cinquenta anos, não conhecia a sua identidade até o reconhecer nos arquivos desclassificados relacionados com Jeffrey Epstein – onde Daniel Siad é mencionado em mais de mil documentos.

Na sua queixa, Karlsson acusou Siad de a ter violado quando tinha 20 anos e, posteriormente, de a ter explorado sexualmente, apresentando-a a Gérald Marie, antigo diretor da prestigiada agência de modelos Elite, a quem acusa de outra violação. Daniel Siad e Gérald Marie, ex-marido da modelo Linda Evangelista, sempre negaram as acusações.

Epstein foi encontrado morto na cela de prisão, em Nova Iorque, em 2019, depois de ter sido detido por abusos sexuais e tráfico de mulheres.

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