“A Gronelândia não está à venda” e “Tirem as mãos da Gronelândia” foram algumas das palavras de ordem que ecoaram na capital da Dinamarca esta manhã, 17 de janeiro. Os cidadãos e cidadãs do país saíram à rua, para marcar posição perante a ameaça de Donald Trump à Gronelândia.A agência Reuters, citada pelo The Guardian, estimou em “milhares de pessoas” a participação na manifestação em Copenhaga. Na capital, a marcha saiu da Câmara Municipal até à embaixada dos Estados Unidos.De acordo com o jornal dinamarquês Politiken, que conta com jornalistas no local, vários políticos acompanharam a caminhada e discursaram num palco. A deputada Aaja Chemnitz, do partido Inuit Ataqatigiit, discursou com lágrimas nos olhos e recebeu aplausos. “Estou comovida até às lágrimas com este apoio. Muito obrigada por estarem unidos. Temos de continuar a lutar”, disse a parlamentar, eleita pela Gronelândia.Ane Halsboe-Jørgensen, ministra das Finanças, também discursou. “É um dia frio, mas sinto claramente o calor que vem da Praça da Câmara Municipal. Estamos a enviar calor ao povo da Gronelândia neste momento. Estamos unidos — na Dinamarca, na Europa. Hoje estamos juntos para dizer, de forma muito simples: a Gronelândia não está à venda e nunca ficará sozinha”, bradou.Nos últimos dias, a Gronelândia recebeu militares de vários países europeus. Soldados franceses juntaram-se a militares da Alemanha, da Noruega e da Suécia para uma “missão de reconhecimento”, na passada quinta-feira, em Nuuk. De França foram enviados 15 militares, mas este contingente deverá aumentar. O Presidente Emmanuel Macron afirmou que este número será reforçado em breve com “recursos terrestres, aéreos e marítimos”.Além disso, a diplomacia dinamarquesa está em diálogo com a Casa Branca. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse estar em , “desacordo total” com os Estados Unidos sobre o território autónomo Gronelândia, depois da reunião em Washington.Veja as imagens do protesto nas ruas da capital dinamarquesa:.PM da Dinamarca admite "desacordo total" com EUA sobre Gronelândia. Reunião em Washington "não foi fácil".Trump ameaça impor tarifas aos países que não concordem com plano dos EUA para a Gronelândia