Homenagem no local do festival Nova.
Homenagem no local do festival Nova.FOTO:EPA/ATEF SAFADI

7 de Outubro: um minuto de silêncio e protestos em Israel na homenagem às vítimas dos ataques do Hamas

Há três anos, 1200 pessoas morreram quando milhares de militantes do grupo terrorista palestiniano entraram em Israel e 251 foram feitos reféns. Portugal expressa solidariedade.
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Israel iniciou um dia de homenagem às vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023 com um minuto de silêncio às 6h29 locais, quando há três anos os primeiros rockets foram lançados pelo Hamas.

Naquele que viria a ser o dia mais mortífero para os judeus desde o Holocausto, 1200 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns pelos militantes do grupo terrorista palestiniano. O último corpo só regressou a casa em janeiro deste ano.

No local onde decorria o festival Nova, perto do kibbutz de Reim, as famílias dos 378 que morreram nesse local reuniram-se em torno das fotos, do memorial que entretanto ali nasceu.

Mas o dia é também de protestos, tendo à mesma hora um grupo de manifestantes antigovernamentais bloqueado por momentos a mais importante autoestrada no centro do país, entre outras vias.

"As pessoas vão lembrar os seus filhos e filhas", lê-se na faixa.
"As pessoas vão lembrar os seus filhos e filhas", lê-se na faixa.FOTO: EPA/ABIR SULTAN

A fonte da praça Dizengoff em Telavive, rodeada das fotografias das vítimas, foi tingida de vermelho em protesto.

Fonte tingida de vermelho no terceiro aniversário dos ataques do 7 de Outubro.
Fonte tingida de vermelho no terceiro aniversário dos ataques do 7 de Outubro.FOTO:EPA/ABIR SULTAN

Outras homenagens e protestos estão previstos ao longo desta quarta-feira (7 de outubro).

“Estão a tentar fazer-nos esquecer o que aconteceu no 7 de Outubro”, disse à rádio do exército ela à Rádio do Exército Einav Zangauker, cujo filho Matan foi feito refém (foi um dos que regressou com vida).

“Não esqueceremos. Exigiremos a verdade, pois é esse o nosso legado. Em memória deles e por eles”, afirma. “O medo está gravado no meu coração -- as lágrimas que não param, o coração que dói e sangra até este preciso momento, despedaçado em mil pedaços”, afirmou.

O antigo refém Yarden Bibas, cuja mulher Shiri e os dois filhos Ariel (4 anos) e Kfir (1ano) foram mortos em cativeiro em Gaza, publicou nas redes sociais um pedido de perdão à sua família.

“Shiri, Ariel e Kfir. Desculpem-me. Desculpem por vocês estarem aí em cima e eu estar aqui”, escreveu numa mensagem temporária no Instagram. “Amo-vos mais do que tudo no mundo. Sempre. Para sempre.”

"Três anos passaram, mas, por vezes, tudo parece ainda um longo dia que nunca mais chega ao fim. Continuamos a procurar um caminho para o amanhã, mesmo quando não é claro para nós como deve ser esse amanhã sem ti", escreveu noutra mensagem mais longa.

Portugal expressa solidariedade

Portugal expressou nas redes sociais a sua solidariedade com as famílias e o povo israelita.

"Passam hoje três anos sobre o mais grave massacre terrorista antissemita depois da Shoah. O 7 de Outubro não pode ser esquecido. O antissemitismo tem de ser sempre condenado e combatido", lê-se na mensagem partilhada nas redes sociais do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Portugal lembra hoje todas as vítimas, incluindo as portuguesas, mostrando-se solidário com as suas famílias e o povo israelita", acrescenta.

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