Exclusivo Como se reinventa o Pai Natal em tempos de pandemia

No ano em que pensava comemorar os 20 anos como Pai Natal do Colombo, Severino Moreira viu-se fechado numa sala frente a um computador a falar com as crianças por videochamada. Teve dúvidas, mas foi um sucesso e as vagas esgotaram há muito.

É fim de tarde. Ameaça chover e está frio. Mas num escritório da baixa lisboeta há abraços calorosos. Virtuais, mas calorosos, como gosta Olaf, um boneco de neve do filme "Frozen" que faz as delícias das crianças. Lá dentro, em quatro salas estão outros ídolos dos miúdos: quatro pais natais que, por força da pandemia, levam as crianças a um mundo de fantasia através de videochamadas. Foi a forma encontrada para reinventar esta figura natalícia que costuma animar os centros comerciais da Sonae numa época em que os abraços estão proibidos.

Severino Moreira, 71 anos, é um desses pais natais. E um dos mais reconhecidos e solicitados por miúdos e graúdos tanto pelas campanhas publicitárias em que aparece, como pelos 20 anos consecutivos de serviço no Colombo, em Lisboa. A ideia de saltar da praça central daquele centro comercial, onde costumo passar o mês de dezembro rodeado de adereços natalícios e na companhia de milhares de pessoas, para uma sala com uns 20 metros quadrados, despida de enfeites, paredes brancas e sentado em frente a um computador e a um foco de luz circular deixou-o na dúvida.

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