Luzes, câmara, ação! Tudo a postos para o regresso da World Wrestling Entertainment (WWE) a Portugal, naquele que será o 10.º espetáculo da promotora norte-americana no nosso país. Depois de o Pavilhão Dramático de Cascais ter acolhido um show da ainda WWF, em 1993, e de o Campo Pequeno ter recebido o último em solo nacional, em 2017, desta vez o palco escolhido volta a ser a MEO Arena, que recebeu sete espetáculos entre 2006 e 2012 e aguarda uma enchente para o evento que vai decorrer esta quarta-feira, 3 de junho, a partir das 19h30.Os milhares de fãs que se deslocarem ao recinto lisboeta - preços entre os 55 e os 995 euros - vão ter a oportunidade de assistir in loco aos golpes espetaculares de estrelas como Cody Rhodes (campeão da WWE), Rhea Ripley (campeã feminina), Trick Williams (campeão dos EUA), os campeões de equipas Bron Breakker e Austin Theory, Tiffany Stratton (campeã feminina dos EUA), Penta (campeão intercontinental), Seth Rollins, Gunther, Charlotte Flair, Drew McIntyre, Dominik Mysterio, Oba Femi ou Jacob Fatu.. Este regresso a Portugal está integrado numa digressão europeia que também passa por Espanha, Itália, França e Reino Unido e que terá o ponto alto este domingo, com o premium live event Clash in Italy na cidade italiana de Turim, com transmissão em direto na Netflix. . Combates pré-determinadosNo wrestling, cada lutador tem uma personagem, que pode ser mais ou menos exótica. Há os que vestem as peles de coveiro, bailarino, psicopata ou de nacionalista, e há os que apenas exibem traços de personalidade - como determinação, arrogância ou vaidade - mais salientes.Geralmente, os combates - cuja matriz e final são pré-determinados, mas não coreografados, pois as reações do público condicionam o desenrolar da trama - opõem o bom da fita [babyface] ao vilão [heel] e terminam quando um concluiu um assentamento até três [pin fall] ou obriga o outro a desistir. Mas há tipos de contendas para todos os gostos: as que envolvem cadeiras, mesas, escadotes e até fogo, jaulas e caixões. E ainda há o royal rumble, entre 30 lutadores, cujo objetivo é fazer os adversários saírem do ringue por cima da corda superior até restar apenas um.No mundo do wrestling, a WWE é a rainha. Criada pela família McMahon em 1952, a companhia tem sofrido alterações de nome, estabelecendo-se em 2002 com a nomenclatura atual. Os eventos são transmitidos para mais de 180 países e mil milhões de telespectadores. Desde 2023 que a promotora é propriedade do grupo TKO, que também é dono da UFC, a principal empresa de Artes Marciais Mistas (MMA) do mundo.A companhia que mais se aproxima de oferecer alguma concorrência à WWE é a All Elite Wrestling (AEW), também sediada nos Estados Unidos e fundada e liderada pelo empresário Tony Khan, cuja família também é proprietária do clube inglês Fulham, treinado por Marco Silva, e da equipa de futebol americano Jacksonville Jaguars.Há wrestling portuguêsDesde a década de 1900 que há registos de eventos de wrestling em Portugal, em recintos como Coliseu dos Recreios e Parque Mayer. Nos anos 1960, emergiram estrelas como Tarzan Taborda e Carlos Rocha.Esses tempos já lá vão, mas o wrestling português atravessa presentemente um dos períodos de maior atividade de sempre. Entre promotoras e academias, estão ativas a Associação Portuguesa de Wrestling (APW), sediada em Portimão; o Wrestling Portugal (WP), com treinos e espetáculos em Queluz; a Invicta Wrestling, no Porto; a Project Wrestling, em Alenquer; o Centro de Treinos de Wrestling (CTW), com treinos em Lisboa e eventos por todo o país; e o Wrestlefest, que tem organizado shows nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. CTW (dias 6 e 13), WP (dia 14) e Wrestlefest (dia 20) têm espetáculos agendados para junho..Cláudia Bradstone, a neta de Matateu que é internacional no wrestling.Killer Kelly, a portuguesa que largou tudo pelo wrestling.WWE volta a Portugal a 3 de junho, após nove anos de ausência