Gabriele Gravina anunciou esta quinta-feira, 2 de abril, a demissão do cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), que ocupava desde outubro de 2018, tendo sido de imediato convocadas eleições antecipadas para 22 de junho. A decisão foi tomada após uma reunião do elenco federativo, em Roma, e comunicada através de um comunicado.Esta era uma notícia já muito aguardada em Itália, na sequência da terceira eliminação consecutiva da squadra azzurra de um Campeonato do Mundo, desta vez no desempate por penáltis no play-off de apuramento frente à Bósnia, algo impensável para uma seleção quatro vezes campeã mundial, a última das quais em 2006.Gravina tinha ficado sem margem depois do ministro que tutela o desporto ter pedido a sua demissão e ainda pelas suas declarações em que classificou de amadores os outros desportos, que não o futebol.Na reunião federativa, Gabriele Gravina disse ter sido mal interpretado e que nunca foi sua intenção ofender qualquer outra modalidade desportiva.De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, o facto de Itália ter ficado fora dos três últimos Mundiais - a última vez foi em 2014 no Brasil - provocou um desinteresse de 30% da população, o que pode provocar um desinteresse dos jovens em relação à modalidade, com consequências a longo prazo. Para já há uma estimativa de cerca de 100 milhões de euros de receitas perdidas pela FIGC pelos 16 anos de ausência de fases finais dos Campeonatos do Mundo.Além disso, o mesmo jornal aponta como consequência um declínio no valor dos direitos de transmissão televisiva, que têm vindo a baixar ao longo dos anos, sublinhando ainda que existe um envelhecimento da população que vai aos estádios e está interessado no futebol italiano, uma vez que apenas 16% dos jovens entre os 14 e os 24 anos se mostram interessados..Chuva de críticas abala Itália após falhanço histórico no acesso ao Mundial 2026.Tudo o que precisa saber do Mundial 2026: mais equipas, as estreias e as regras antijogo