Enquadrada num dos grupos mais difíceis, o L, o Panamá testa o seu crescimento contra Inglaterra, antiga campeã, Croácia, terceira classificada em 2022, e a tradicional forte equipa africana, o Gana. Na segunda presença em Mundiais, pode dizer-se que este Panamá ganhou embalo e tem vindo, cada vez mais, a provar-se competitivo. Em 2018, na Rússia, não ganhou, não pontuou sequer, mas a meta de lograr uma vitória está agora estabelecida para 2026. O arranque contra o Gana, no dia 17, será a melhor oportunidade, em teoria. Há um reencontro marcado com Inglaterra, procurando a desforra de 2018.A seleção ganhou os quatro jogos na primeira fase de apuramento e na segunda, frente a Suriname, El Salvador e Guatemala, não perdeu. Acumulou 12 pontos para voltar ao Mundial. A equipa, essa, tem sido consistente ao longo do tempo. E com evolução continental. Foi finalista vencida na Liga das Nações diante do México. Caiu nos quartos de final nos penáltis na Gold Cup, prova em que em 2023 já fora finalista, também acabando derrotada pelo México.Daí as ambições estarem redobradas. O médio Adalberto Carrasquilla, do Pumas, faz o primeiro Mundial e é o homem responsável por ligar os setores nos Canaleros, alcunha que deriva do Canal do Panamá. Entre os mais experientes e já convocados em 2018 estão os defesas Amir Murillo, Eric Davis, Fidel Escobar e o guarda-redes Luis Mejia. Alberto Quintero, que falhou a fase final em 2018 por fratura num pé, tem a chamada desejada. O extremo Ismael Díaz leva dez golos pelo Club León. O jogador chegou a estar no FC Porto mais de dois anos, mas sem passar da equipa B. Jose Fajardo cinco pelo Universidad Católica e Cecilio Waterman foi destaque nas provas da CONCACAF. Puma Rodríguez tem 67 internacionalizações, joga no Juárez, do México e lá fez quatro golos e dez assistências. É um desequilibrador e Portugal lembra-se bem do seu talento, às vezes com falta de eficácia, nas duas épocas jogadas no Famalicão. Thomas Christiansen vai com seis anos a comandar o Panamá. As qualificações diretas para a Copa América e prestações na Gold Cup e Liga das Nações têm dado fôlego ao homem nascido na Dinamarca, mas com mãe espanhola. Por isso, como jogador, cresceu no Barcelona B, militou no Villarreal, terminando carreira no Hannover. Em 2002/03, foi, em igualdade, o melhor marcador do campeonato pelo Bochum. Como treinador, foi campeão no APOEL em 2016/17, no Chipre. Esteve depois no Leeds, na II Divisão, antes do St. Gilloise, da Bélgica..México quer transformar o fator casa numa campanha histórica no Mundial de 2026.Haiti tem gangues que condicionam o campeonato e que prometeram paz para ver o Grupo C