Islândia é o mais recente país a boicotar a Eurovisão
Depois de Espanha, Países Baixos, Irlanda e a Eslovénia, é a vez de a Islândia anunciar que não vai participar no Festival Eurovisão da Canção de 2026, informou esta quarta-feira, 10 de dezembro, a emissora pública do país, RUV, depois de a União Europeia de Radiodifusão (UER), organizadora do evento, ter autorizado a participação de Israel na semana passada.
"É claro, pelo debate público neste país e pela reação à decisão da UER na semana passada, que não haverá alegria nem paz em relação à participação da RUV", afirmou o diretor-geral da estação, Stefan Eiriksson, em comunicado.
A Islândia estava entre os países que haviam solicitado uma votação na semana passada sobre a participação de Israel. No entanto, a União Europeia de Radiodifusão (UER) decidiu não levar a cabo a votação, alegando ter aprovado novas regras com o objetivo de desencorajar a influência dos governos no concurso.
Também esta quarta-feira, um conjunto de músicos que vão participar no Festival RTP da Canção anunciou que não representará Portugal na Eurovisão caso ganhe o festival nacional.
Na assembleia-geral da UER de quinta-feira foi decidido que Israel poderá participar no Festival Eurovisão da Canção 2026. Em seguida, Espanha, Irlanda, Países Baixos e Eslovénia anunciaram o boicote ao festival.
A Islândia nunca venceu o concurso, mas obteve o segundo lugar em 1999 e 2009.
O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela UER, fundada em 1950, em cooperação com operadores públicos de mais de 35 países, entre os quais a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).
O concurso realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.
Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.
O 70.º Festival da Eurovisão da Canção acontecerá em maio de 2026, em Viena (Áustria).

