O Tribunal Central de Cheliabinsk proibiu hoje a exibição em território russo do documentário Mr. Nobody Contra Putin, por se opor à guerra na Ucrânia e promover um batalhão de russos que combatem Moscovo no lado ucraniano.O Ministério Público russo denunciou o filme que ganhou este ano o Óscar de melhor documentário por alegadamente expressar "uma atitude negativa contra a operação militar russa na Ucrânia e o atual Governo", informou o portal independente Mediazona.Além disso, a Justiça russa acusou o realizador do documentário, Pavel Talankin, de mostrar a bandeira branca-azul-branca, símbolo da Legião da Liberdade da Rússia, um batalhão de russos opostos ao Kremlin que combatem ao lado do Exército ucraniano contra as forças russas.O Ministério Público russo considerou que o documentário é "propaganda de extremismo e terrorismo" e criticou a exibição de imagens de menores sem a devida autorização dos pais.O filme baseia-se nos vídeos gravados ao longo de dois anos por Pável Talankin, professor de uma escola na aldeia de Karabash, na região russa dos Urais de Cheliábinsk, a 1.400 quilómetros a leste de Moscovo, que abandonou o país e levou consigo as imagens.Talankin, sob a direção do documentarista norte-americano David Borenstein, filmou o dia-a-dia na escola russa: assembleias escolares, reuniões, aulas, etc.O filme estreou em 25 de janeiro de 2025 no Festival de Cinema de Sundance, onde ganhou o prémio especial do júri, e foi nomeado para o Óscar de melhor documentário em meados de março, prémio que a Academy of Motion Picture Arts and Sciences confirmou na cerimónia dos Óscares em meados deste mês.Vários meios de comunicação e blogues patriotas russos acusaram Talankin de traição. .Quando uma câmara de vídeo desafiou Vladimir Putin