David Cronenberg vai presidir ao júri do LEFFEST
O cineasta canadiano David Cronenberg, já várias vezes presente no LEFFEST, estará de regresso ao Lisboa Film Festival para presidir ao júri da Seleção Oficial. Sob a direção de Paulo Branco, o certame assinala o seu 20º aniversário com uma edição que inclui várias retrospetivas de autor. A sessão de abertura ocorrerá no dia 6 de novembro (19h00), no Cinema São Jorge, com Paper Tiger, de James Gray; no encerramento, a 14 de novembro (21h00), na mesma sala, será projetado The Debut, de Jesse Eisenberg. Além do São Jorge, o festival decorre também nos seguintes espaços: Culturgest, Cinema Nimas, NOS Vasco da Gama e Teatro do Bairro.
Como é já tradição, o LEFFEST combina as suas zonas competitivas com diversas propostas de programação que servirão para dar a conhecer, em ante-estreia, alguns dos títulos marcantes da recente produção internacional. Eis alguns destaques.
SELEÇÃO OFICIAL
Serão 11 as longas-metragens a disputar o Grande Prémio NOS, incluindo alguns títulos que se destacaram, em maio, como candidatos à Palma de Ouro do Festival de Cannes — é o caso de The Dreamed Adventure, de Valeska Griseback, e Notre Salut, Emmanuel Marre. Na seleção encontramos também os mais recentes filmes de Steven Soderbergh (Os Christophers — trailer) e Mario Martone (Scherzetto).
DESCOBERTAS
Como a designação indica, esta é uma secção que funciona como montra de algumas produções assinadas por nomes menos conhecidos ou que não têm tido a devida visibilidade no contexto português. Aí encontramos, por exemplo, Ceniza en la Boca, uma realização do actor Diego Luna, ou Elephants in the Fog, Abinash Bikram Shah, representante do Nepal na corrida ao Óscar de Melhor Filme Internacional. O júri das Descobertas será presidido pela atriz alemã Barbara Sukowa.
ANTESTREIAS
Aqui encontramos cerca de três dezenas de filmes que se destacaram nos grandes festivais internacionais do ano, alguns deles surgindo também como fortes candidatos a Óscares da Academia de Hollywood. Fjord, de Cristian Mungiu, vencedor da Palma de Ouro de Cannes, é um dos destaques, a par de Cavalo Selvagem Nove, de Martin McDonagh, protagonizado por John Malkovich (apontado por muitos analistas como principal candidato ao Óscar de melhor ator — trailer), e Ebenezer, de Ti West, com Johnny Depp.
RETROSPETIVAS
O panorama autoral mais completo será dedicado ao dinamarquês Lars von Trier, autor de títulos tão marcantes, e também tão polémicos, como Europa (1991), Dancer in the Dark (2000) ou Ninfomaníaca (2013). Haverá ainda espaços de programação dedicados à americana Kelly Reichardt, ao sul-coreano Lee Chang-dong, à francesa Sophie Letourneur e ao português Tiago Guedes (cujo título mais recente, AquÍ, está nas ante-estreias). Barbara Sukowa será homenageada através da exibição de três filmes centrais da sua carreira: Lola (1981), de Rainer Werner Fassbinder, M. Butterfly (1993), de David Cronenberg, e Hannah Arendt (2012), de Margarethe von Trotta.
MEMÓRIAS
Os restauros em 4K estarão também presentes, desde logo através de uma das grandes redescobertas deste ano em Cannes: La Dérive (1964), de Paula Delsol. Nesta secção será também possível ver ou rever Despedida de Ontem (1966), de Alexander Kluge, My Brother’s Wedding (1983), de Charles Burnett, e O Estrangeiro (1945 - trailer), de Orson Welles.

