"Estou no clube do meu coração". Paulo Fonseca oficializado como novo treinador do Sporting
Paulo Fonseca está esta quarta-feira, 4 de novembro, a ser apresentado como novo treinador do Sporting, numa cerimónia que decorreu no Business Hub do Estádio José Alvalade.
O novo técnico leonino confessou o seu sportinguismo. "Sou profissional, mas não posso deixar de dizer que este clube sempre fui especial para mim", lembrando jogadores como Meszaros, Jordão, Manuel Fernandes, Luisinho, Carlos Xavier ou Douglas. "O meu sonho era treinador o Sporting. Estou no clube do meu coração", vincou.
"Estes adeptos têm uma paixão única. O Sporting é um clube diferente. Estou muito motivado para construir uma equipa que pratique bom futebol", acrescentou, antevendo um "futuro brilhante pela frente". "Acredito plenamente no plantel que foi construído", assegurou.
"Regresso a Portugal 10 anos depois. Tive sempre a preocupação de estar sempre no top 5 e nos últimos sete anos estive sempre no top 5. Estive sempre em mente estar nos melhores campeonatos, a defrontar os melhores treinadores, de forma a chegar aqui melhor preparado. Sinto-me no momento certo para ser treinador do Sporting", explicou o treinador de 53 anos, que deixou uma "palavra de apreço ao mister Rui Borges pelo trabalho efetuado".
"As pessoas lembram-se do Paulo Fonseca pelo que fez em Portugal. O Paulo Fonseca de hoje é melhor do que o Paulo Fonseca que saiu de Portugal", garantiu, assegurando estar mais maduro após as vivências vividas e salientando que o jogo também mudou na última década.
Sobre as hipóteses de conquistar o título esta época, diz que no futebol "não há impossíveis", mas frisou que está mais focado "no processo e na evolução da equipa".
Taticamente, assumiu que não é um fã de uma estrutura com três centrais, mas que em determinados momentos do jogo pode adotar esse sistema.
Varandas: "Tinha o sonho de trabalhar com Paulo Fonseca"
O presidente leonino começou por agradecer a Rui Borges "pelos quase dois anos" no comando técnico e ao interino Tiago Fernandes pela "ingrata missão" dos últimos dias. Frederico Varandas classificou ainda o trabalho de Rui Borges como "muito bom", mas justificou a decisão por o Sporting não ter sido superior aos seus adversários nas derrotas com LASK Linz e Académico de Viseu, ao contrário dos maus resultados no início da época. "Nós não tomamos decisões com base nos resultados", insistiu, revelando que desafiou Rui Borges orientar a equipa em Londres diante do Shakhtar Donetsk, na Liga dos Campeões.
Sobre o novo treinador, diz conhecer Paulo Fonseca "há mais de um ano" e que desde então os dois têm falado muito de futebol. "Tinha o sonho de um dia poder a vir trabalhar com Paulo Fonseca", admitiu. Apesar da relutância do técnico em regressar a Portugal, sentiu abertura nos últimos dias e endereçou o convite no domingo.
Já em resposta a perguntas dos jornalistas, Varandas frisou que "o mercado [de transferência] foi feito 100 por cento em consonância com a equipa técnica" e adiantou que "pela equipa técnica a revolução seria maior", tendo em conta que vários jogadores "tinham o desejo de ir embora".
O presidente do Sporting crê que os novos jogadores e Paulo Fonseca vão iniciar um novo ciclo vitorioso, tal como aquele que foi iniciado em 2020. "Ficaria muito surpreendido se não tivesse Paulo Fonseca até ao final do meu mandato [em 2030]", vincou.
