Marco Silva, treinador do Benfica
Marco Silva, treinador do BenficaFoto: EPA/RUI MINDERICO

Marco Silva teme calendário de Janeiro e realça que apuramento na Liga Europa é para fechar rápido

Treinador do Benfica é apologista do jogo a jogo, mas admite que é crucial garantir apuramento direto e, de preferência, com as vitórias nas três próximas jornadas. Lengret de fora e rotação à vista.
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Marco Silva nunca se expande em demasia em relação a objetivos a médio e longo prazo, mas antes da receção ao Lech Poznan deixou explícito que a vontade dos encarnados é evitar o play-off da Liga Europa e, se possível, resolver a questão do apuramento ainda antes do calendário apertar.

O Benfica tem nove pontos em nove possíveis, defronta esta quarta-feira o Lech Poznan, o Viktoria Plzen a 26 de novembro e o OFI Creta a 10 de dezembro. Vencendo esses três compromissos ficaria, quase garantidamente, com o apuramento direto selado, sem precisar de prestar muita atenção aos jogos com NEC e AZ Alkmaar, colocados entre jornadas com Casa Pia e Moreirense, em janeiro, já depois da fase a eliminar da Taça da Liga.

"Queremos e iremos lutar para a qualificação direta. É muito importante não juntar dois jogos de play-off a um calendário sobrecarregado. Se o fizermos bem, não vamos ter jogos extra num momento particular da temporada. Se conseguimos manter a sequência também sabemos que podemos abordar com outra preparação os últimos jogos e tudo é importante em termos de gestão de plantel", declarou, salientando que "o jogo mais importante é sempre o próximo."

"Jogando fora de casa não têm medo de jogar. Estão em primeiro na Polónia e têm mentalidade para dominar jogos. Não têm problemas por ter a bola, até correm alguns riscos na primeira fase de organização. É contra um bom adversário bom, de qualidade e temos de mostrar qualidade, ser uma equipa capaz, independentemente de mudar um bom número de jogadores", precisou, abrindo a porta a possíveis mudanças.

"Já mostrámos que os jogadores responderam bem. Basta olhar para três jogos em sete dias. Não é muito normal e cria um desgaste físico e mental muito grande. Estamos nos primeiros meses, não podemos estar sempre a falar de desgaste e não quero levar a conversa só por aí", destacou o técnico do Benfica, que realça satisfação por recuperar Banjaqui e Enzo Barrenechea.

"Temos jogadores que vêm de lesão. O próprio Banjaqui felizmente estará nos convocados e temos sobrecarregado muito o Bah. Na Taça da Liga jogámos com dois laterais-esquerdos para rodar. Ter o Banjaqui de volta é importante para nós. O Enzo está em condições de começar, depende da nossa decisão. Não vou dizer que pode fazer 90 minutos a alta intensidade, mas é para isso que servem os jogos. Está convocado, é o primeiro jogo de uma paragem longa e é bom termos concorrência para o João Palhinha e para o Manu Silva. Tem características um pouco diferentes", respondeu. "Dentro das nossas possibilidades, há 10 dias com o Omonia decidimos não começar com o João Palhinha e começou o Manu. Em vez de rodar na Taça da Liga com o Gil Vicente fizemos com o Omonia", relevou para salientar satisfação por ter Barrenechea.

Marco Silva confirmou que Lenglet, por contusão na coxa direita, não está apto: "Lenglet não está para o jogo de amanhã. Não nos parece algo muito sério. A nossa esperança é que esteja para o jogo do próximo fim de semana, mesmo sendo apertado. Mas não está a 100 por cento e não estará nos convocados."

O Benfica vai com seis vitórias consecutivas, ganhou os três jogos na fase de liga na Europa, mas o técnico não concorda com a possível atribuição de favoritismo à conquista da prova. "Não gosto muito de falar de favoritismos. Temos de o provar no campo. Estamos numa fase de liga, não quero dizer precoce, mas muito inicial desta competição. Um bom exemplo é o que aconteceu no último jogo do campeonato e temos de ser capazes de ganhar jogos de uma forma ou outra. O objetivo é ter o jogo à nossa imagem, mas nem sempre é possível. Temos de ter capacidade para desmontar a organização dos adversários com qualidade e com a leitura e tomada de decisão que o jogo exige. Temos de dar ferramentas aos jogadores para isso", concretizou.

Kaminski, extremo polaco de 24 anos, passou os três primeiros anos da carreira sénior no Lech Poznan antes de rumar à Alemanha. Foi o escolhido para fazer a antevisão ao encontro e reconheceu ser "especial defrontar um clube muito importante na carreira" e que o arranque da temporada em Portugal não foi positivo. "Estou a sentir-me cada vez melhor. Naquele momento, no início da época, a minha forma física não estava bem. Não me sentia bem. Infelizmente, tive uma lesão nos últimos meses. Por isso era difícil estar bem fisicamente, mas trabalho todos os dias para sentir-me bem", anunciou, prometendo "dar argumentos para ter oportunidades", garantindo que "não há desistências" e que pretende chegar a "algo especial nesta época."

Marco Silva, treinador do Benfica
Lenglet de fora contra o Lech Poznan, Barrenechea com recuperação recorde
Marco Silva, treinador do Benfica
A antecipar um jogo de “Champions” com o AC Milan, Marco Silva roda para evitar lesões