Farioli e a Taça da Liga: "Tenho a mesma atenção a este jogo que tive nos quartos de final da Liga Europa"
Francesco Farioli aborda a Taça da Liga com a ambição de a vencer. Depois de ter caído justamente nos quartos de final o ano passado [perdeu no Dragão com o V. Guimarães], a meta do italiano é ganhar a competição, que o FC Porto só venceu numa ocasião. Ao contrário de outros treinadores dos dragões, nomeadamente antes de Sérgio Conceição, o campeão nacional não desvaloriza a Allianz Cup, na qual se estreia quarta-feira. "O símbolo da competição não faz diferença na preparação. São momentos diferentes e há a necessidade de ter todos os jogadores prontos. Esta época vai ser longa e temos de ter isso em consideração, mas sempre dando o peso certo às competições. Vamos valorizar todos os jogos que temos. A forma como preparámos o primeiro jogo de pré-época ou estes quartos de final é igual, com o mesmo desejo e ambição. Tenho a mesma atenção a este jogo do que tive nos quartos de final do ano passado na Liga Europa", garantiu o italiano.
Farioli avalia o Académico de Viseu, lembra a barreira que o adversário colocou ao FC Porto, mas também faz a nuance atual, depois de os beirões terem derrotado o Sporting em Alvalade. "O jogo na I Liga contra o Académico já foi complicado e depois disso tiveram uma sequência fantástica de resultados. Disse muitas coisas boas sobre eles e estão a provar que estava certo. Temos de estar preparados para o que será o jogo para irmos com tudo", explicitou, avaliando que "o calendário é muito exigente", mas que esse "é o padrão de um grande clube". "Neste caso é uma competição diferente e temos consciência da importância da coesão do grupo e de ter toda a gente pronta para jogar. O Martim Fernandes lesionou-se antes do Rio Ave e o Nehuén jogou e marcou. No último jogo, o Oskar teve um problema, o Borja entrou e decidiu. Toda a gente tem de estar preparada para agarrar a oportunidade", completou o técnico de 37 anos.
Farioli admitiu que houve a necessidade de "chamar jogadores da academia porque houve um grande jogo em Barcelos e pouco tempo de descanso." Ainda assim, "num contexto diferente, a eliminar", avança que "o único jogador jovem convocado é Mide" porque o FC Porto "está curto em extremos."
Nesse sentido, reconheceu alguma preocupação por ter fora William Gomes e Pietuszewski. "É muito difícil dar uma data certa [para os regressos]. O William está a melhorar e já trabalha no relvado. É um jogador que tem uma boa condição física. Assim que a dor estiver controlada, vai voltar à equipa o mais rápido possível. Sobre o Oskar, não é nada de grave, mas há um pequeno problema que surge de vez em quando e que requer a nossa atenção. Espero que recupere rápido, mas o que aconteceu na última pausa internacional, não tendo os jogadores connosco, afetou o seu regresso à competição. Vamos tratar dele e o nível de competição requer uma certa adaptação. Espero que volte ainda antes da nova pausa", pormenorizou.
Apesar de ter caído nesta mesma fase da competição em 2025, Farioli relativizou o historial. "Quando jogas numa competição em que passas ou estás fora, não tens segundas oportunidades. Na época passada foi um jogo bem jogado na primeira parte e depois um evento importante colocou o jogo num sentido diferente. O adversário veio cá jogar o jogo da vida deles", refletiu.
O FC Porto cumprirá a sanção de um jogo de interdição às claques no Dragão. Farioli disse que isso o deixa "triste", mas confia que "o restante estádio esteja cheio."
Sobre a baliza, não garantiu a titularidade de Cláudio Ramos, habitual suplente de Diogo Costa. Quanto à evolução de Gabriel Mec, considera que o brasileiro "tem dom" e com "velocidade de adaptação ao contexto", adiantando que "pode jogar a extremo" e que no "Brasil jogava como interior e número 10."
Ganhando ao Académico de Viseu, Farioli chegará às 50 vitórias pelos azuis e brancos em 67 partidas. Tornar-se-ia o segundo mais rápido dos dragões a lograr tal feito, só atrás de Artur Jorge (65 jogos).

