Cristiano Ronaldo: "Quando não quiserem contar comigo sou o primeiro, depois de uma conversa conjunta, a sair"
Cristiano Ronaldo foi o porta-voz da Seleção Nacional antes do jogo com o País de Gales para a Liga das Nações, que se joga esta quinta-feira (24) no Estádio José Alvalade. Dedicou palavras de agradecimento a Roberto Martínez, mas perspetiva sucesso com Jorge Jesus. "Quero agradecer e dar os parabéns pelo trabalho de Martínez para começar. Sendo de outra nacionalidade, foi difícil pelos ataques que lhe faziam. Todos conhecemos bem o míster, vai fazer um excelente trabalho", vinca, convicto da capacidade do atual selecionador, com quem trabalhou na Arábia Saudita.
"Tenho a certeza que sim. Foi a escolha perfeita. É um ar diferente, são táticas diferentes, um idioma diferente. Temos confiança de que as coisas vão correr bem, será desafio longo, mas vai ficar muitos anos e desejo-lhe o melhor, foi a melhor opção", destacou o capitão da Seleção Nacional.
Asseverando que "há meia dúzia [de jornalistas] que não querem que continue na Seleção", disse sentir "o carinho dos portugueses". "Os portugueses gostam de mim", descreveu, afirmando que não projeta ainda se continua para além da Liga das Nações de 2026/27.
"Não penso no dia de amanhã. A partir dos 30 anos comecei a pensar mais no momento. Sinto que sou uma mais-valia no meu clube e que consigo aportar coisas à seleção. Tudo o que o míster precisar de mim: entrar, sair, não jogar. Estou cá para o que for preciso. Sou o jogador com mais internacionalizações. É por isso que continuo. Ajudarei sempre a Seleção. Quando não quiserem contar comigo sou o primeiro, depois de uma conversa conjunta, a sair. Sou o primeiro a agarrar na mala e vou embora. Se eles contam comigo... não há mais interesses", asseverou, confirmando que vai avisar o mundo antes de se despedir no relvado.
Confirmou ter o "objetivo de chegar ao golo 1000." "E vou chegar, não é uma obsessão, mas vou chegar", garantiu, reconhecendo que seria "mais uma história bonita marcá-lo pela Seleção." Destacando o regresso a Alvalade, amanhã, relvado onde deu os primeiros passos na Liga e para o mundo do futebol, Ronaldo admite que serão "15 dias exigentes, com quatro jogos difíceis", mas vincou que o "plantel tem talento e está preparado."
Insurgiu-se com perguntas relativas ao tempo de utilização e questionou os jornalistas em retorno sobre os jogos que tem feito pelo Al Nassr. Ainda assim, pela primeira vez deixou a garantia de que não espera fazer a totalidade de tempo de jogo nos quatro jogos seguidos que Portugal terá (Gales, Noruega, por duas vezes, e Dinamarca). "Porque não jogar os 90 minutos? Há algum problema com isso. Têm de perguntar ao míster. Mas tenho a certeza de que não jogarei os 90 minutos nos quatro jogos", reagiu.
Recorde-se que Ronaldo tinha deixado garantias de que o Mundial 2026 seria o último Campeonato do Mundo, contrariando as afirmações da irmã, Katia Aveiro, que davam conta do adeus à Seleção após o certame na América do Norte, em que Portugal caiu nos oitavos de final.

