O tribunal decidiu esta sexta-feira, 23 de janeiro, aplicar ao militante neonazi Mário Machado um cúmulo jurídico de quatro anos de prisão e recusou a possibilidade de suspender a pena.“Temos um trajeto da prática de crimes graves e um acentuar neste último período de crimes de incitamento ao ódio. Nesta fase, perante a imagem que temos dos últimos tempos, o tribunal decide não aplicar a pena suspensa”, referiu o juiz Vítor Teixeira de Sousa.Sobre se havia a possibilidade de manter a suspensão da execução da pena, o juiz respondeu: “Muito honestamente, o tribunal entendeu que não”.Este cúmulo jurídico é relativo à pena de prisão efetiva que Mário Machado está a cumprir desde maio do ano passado pela condenação a dois anos e 10 meses de prisão por discriminação e incitamento ao ódio e violência, e à pena suspensa de três anos por incitamento ao ódio e à violência.Em causa no processo em que Mário Machado está a cumprir pena estavam mensagens publicadas na rede social, atribuídas a Mário Machado e Ricardo Pais - também condenado neste processo -, em que estes apelavam à "prostituição forçada" das mulheres dos partidos de esquerda, e que visaram em particular a professora e ex-dirigente do Movimento Alternativa Socialista (MAS) Renata Cambra..Mário Machado – 30 anos de condenações em crimes de tortura, sequestro, ódio e muita violência. Mário Machado e Ricardo Pais foram condenados em primeira instância a 07 de maio de 2024, tendo na altura, o advogado de defesa José Manuel Castro manifestado surpresa com a sentença, considerando-a “injustificada e pesada”, e esperança numa absolvição de Mário Machado pela Relação de Lisboa, o que não se verificou..Grupo 1143. MP pede prisão preventiva para 11 dos arguidos.Uma radiografia ao Grupo 1143 — Origens, protagonistas, ambições e modus operandi, em 10 pontos