O tribunal adiou esta terça-feira para 25 de maio a decisão sobre uma rede que usaria moradas falsas na Penha de França, em Lisboa, para permitir a legalização de imigrantes, disse à Lusa fonte judicial.Segundo a mesma fonte, a leitura do acórdão foi reagendada devido à necessidade de o coletivo de juízes do Tribunal Central Criminal de Lisboa proferir decisões noutros processos.Na primeira sessão do julgamento, a 4 de fevereiro de 2025, o alegado líder da rede de auxílio à imigração ilegal confessou ter fornecido a sua morada para compatriotas do Bangladesh residentes em hostels e pensões se legalizarem em Portugal, mas ressalvou que não sabia que tal constituía crime, lamentando o que fez.Segundo a acusação do Ministério Público, Rippon Hossain, de 51 anos e cidadão português desde março de 2022, seria o líder de uma rede que contaria com cinco intermediários também naturais do Bangladesh e mais 23 pessoas, na maioria portuguesas e residentes na Penha de França, cuja função seria dar a sua morada ou testemunhar a veracidade de outro endereço, a troco de quantias entre os dez e os 60 euros.O esquema contaria com a colaboração de um funcionário da Junta de Freguesia da Penha de França, que alertaria um dos intermediários sempre que uma das moradas se tornava suspeita.O funcionário, que responde por abuso de poder, terá sido o único a não lucrar com o negócio, enquanto os restantes terão obtido, entre janeiro de 2020 e julho de 2023, de 110 a 14.850 euros.Em causa estão sobretudo crimes de associação de auxílio à imigração ilegal, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documento.O caso foi denunciado em 2022 pela própria autarquia..‘Um Inimigo do Povo’ propõe uma reflexão sobre a imigração enquanto lhe dá voz.Imigração. Governo lança “pacote retorno” e assegura que há dinheiro para a execução do programa