Portugal vai ter menos duas praias operacionais durante esta época balnear do que em 2025, devido à falta de condições de segurança e aos danos provocados pelos temporais de inverno, anunciou o Governo.De acordo com uma nota do Ministério do Ambiente e da Energia, foram identificadas este ano um total de 671 águas balneares, sendo que 512 são costeiras ou de transição e 159 interiores.Relativamente às alterações face a 2025, em que tinham sido identificadas 673 águas balneares, o ministério tutelado por Maria da Graça Carvalho dá conta da entrada de duas novas praias, uma reentrada e a saída de cinco.Entraram este ano pela primeira para a lista a praia de Santo André (Póvoa do Varzim) e a praia fluvial do Cerejal (Góis) e reentrou a zona balnear do Ilhéu de Vila Franca do Campo (Açores), após melhoria da qualidade da água.Em sentido oposto, saíram da lista as zonas balneares de Ponte da Ranca (Vinhais), Pedras Negras (Marinha Grande), Lagoa da Ervideira (Leiria), Valongo/Breda (Mortágua) e Porto da Calada (Mafra).Estas alterações são justificadas pela destruição de acessos, instabilidade de arribas e riscos para a saúde pública.No entanto, o Ministério do Ambiente e da Energia ressalva que, “de um modo geral, as praias mais afetadas pelos temporais de inverno vão poder abrir nesta época balnear porque foram alvo de intervenções de emergência e de requalificação, que permitiram repor condições de segurança, estabilizar arribas, recuperar acessos e reforçar os areais”.A abertura da época balnear de 2026, que decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro, prosseguiu esta sexta-feira (1 de maio) em treze praias do concelho de Cascais e em quatro da Madeira.A praia de Porto Moniz, no Arquipélago da Madeira foi a primeira do país a iniciar a época balnear, em 15 de abril.A abertura da época balnear prossegue no Algarve a 15 de maio, seguindo-se várias praias do litoral centro e sul a 01 de junho e a maioria das praias do Norte e Centro em 13 de junho.“A época balnear de 2026 inicia-se num contexto particularmente exigente. O inverno de 2025/2026 foi marcado por temporais severos, que provocaram erosão costeira significativa, perda de sedimentos, redução do areal e danos em infraestruturas e acessos, com especial incidência nas regiões Centro e Norte. Estes impactos condicionaram diretamente a utilização e segurança de várias praias, exigindo intervenções urgentes de reposição e estabilização”, lê-se na nota da tutela.O Governo apela aos banhistas para privilegiarem praias vigiadas e consultarem a plataforma InfoÁgua para informação atualizada sobre qualidade da água, assistência a banhistas e eventuais condicionamentos.A época balnear de cada ano é definida em portaria, publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a definição da respetiva época.Em 2025, a época balnear decorreu entre 01 de maio e 31 de outubro..Tempestades. Recuperar praias vai custar 84 milhões e será processo longo e gradual.Estacionamento vai ser pago nas praias de Sintra entre junho e setembro apesar de protestos