A Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) vai ativar a cobrança de estacionamento junto às praias Grande e das Maçãs, entre 01 de junho e 30 de setembro, apesar de moções contra da freguesia de Colares e de petições.Segundo avançou à Lusa fonte oficial da EMES, o estacionamento junto à Praia Grande e à Praia das Maçãs vai passar a ser tarifado durante esta época balnear, “de 01 de junho a 30 de setembro”.O executivo municipal aprovou em março, com votos contra do PS, uma proposta do presidente da autarquia, Marco Almeida (PSD), para criar zonas com parquímetros nas praias Grande e das Maçãs, nos parques de estacionamento existentes ou nas vias de acesso ao areal, de junho a setembro, com limitação até quatro horas (4 euros), bem como futuramente no Cabo da Roca.No entanto, a fonte da EMES explicou que os lugares no acesso e frente de mar serão pagos, com exceção de residentes, comerciantes e pessoas com mobilidade reduzida nas zonas tarifadas, enquanto o parque no lado oposto ao Hotel Arribas e espaços em terra batida mantêm-se gratuitos.A proposta, aprovada por PSD, ex-IL e Chega, justifica a regulação com “o incremento estrutural de estacionamento nas áreas urbanas do concelho e, em especial, nas áreas de pressão turística e balnear".Numa recente reunião da Assembleia de Freguesia de Colares foram aprovadas moções do PS, Chega, CDU e IL, apesar da oposição do PSD, contra o pagamento de estacionamento nas praias.Na sua moção, o PS lamenta que a medida tenha sido “tomada de forma unilateral, sem qualquer auscultação prévia à população”, residentes e órgãos eleitos da freguesia, ou ao comércio local, “dependente da atratividade das zonas balneares”.“Esta decisão configura uma ‘portagem invisível’ ao lazer das famílias e uma ‘máquina de fazer dinheiro’ que ignora a realidade social e penaliza quem procura a natureza”, apontam os socialistas, repudiando a “introdução de estacionamento pago nas praias de Colares, privilegiando a receita municipal em detrimento do bem-estar dos cidadãos”.Por isso, solicitam “a suspensão imediata da taxação nas zonas balneares até que os problemas estruturais de mobilidade da freguesia sejam devidamente acautelados”.Na moção do Chega, repudia-se a instalação “de parquímetros ou de qualquer regime materialmente equivalente de estacionamento condicionado e oneroso nas áreas da Praia Grande, Praia das Maçãs e Cabo da Roca”, por se entender que “não demonstra suficiência jurídico-formal, procedimental, económico-financeira, territorial e técnico-científica bastante”.Nesse sentido, recomendam um “estudo técnico rigoroso”, com avaliação de alternativas e “impacto sobre residentes, comércio local, acessibilidade, segurança rodoviária e pedonal”, e remessa da moção à câmara e Assembleia Municipal para “os devidos efeitos institucionais”.“O alargamento do estacionamento pago às zonas balneares constitui um entrave ao direito fundamental ao lazer e ao acesso livre à costa portuguesa, penalizando as famílias que procuram nas praias de Sintra um refúgio acessível, excluindo socialmente cidadãos pela sua capacidade financeira”, considerou a CDU.Para os comunistas, a medida prejudicará igualmente o comércio local, afastando clientes, exigindo “a suspensão imediata da instalação de novos parquímetros em zonas residenciais e de acesso às praias” e instando a câmara a investir “em soluções reais de mobilidade".A Iniciativa Liberal, na sua moção, considerou que a proposta aprovada em reunião privada limitou “o escrutínio democrático”, terá “impactos económicos e sociais negativos na freguesia” e “não são públicos estudos de impacto económico ou de mobilidade”.Na Internet, a petição “Contra o estacionamento pago na Praia das Maças e Praia Grande”, com 1.847 subscritores, alerta para “um atentado ao direito de lazer e ao acesso livre e gratuito à costa portuguesa”, designadamente por transformar “o acesso às praias num privilégio económico, penalizando as famílias e os cidadãos com menos recursos”.Na petição “Não aos parquímetros nas zonas suburbanas de Sintra”, com 391 subscritores, defende-se que a medida, penalizadora para residentes, trabalhadores e comércio de proximidade, deve ser precedida de “consulta pública” e “análise transparente” sobre a sua necessidade.A EMES, questionada sobre as moções, referiu que “promove a rotatividade do estacionamento para proteger os interesses dos sintrenses e melhorar as condições de mobilidade no concelho”..Sintra avança com retirada de outdoors ilegais em todo o concelho. São quase 200