Os magistrados do Ministério Público (MP) estarão em greve nacional no dia 24 de abril. Esta paralisação foi anunciada pelo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), Paulo Lona, esta tarde, 06 de abril.O pré-aviso de greve já foi enviado ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República (PGR). Em conferência de imprensa, Lona explicou que em causa está o novo concurso de magistrados de 2026, o chamado "movimento". Assim como no ano passado, o sindicato teme que ocorra uma mudança que, na prática, deixa os magistrados com mais trabalho e menos especialização - ou que seja mantido este modelo adotado no ano passado. "Não é admissível" que este modelo continue a ser adotado, disse Lona, porque "prejudica a especialização, normaliza a sobrecarga de trabalho, desconsidera a realidade das comarcas e agregava a assimetria entre as magistraturas", detalhou.Segundo o sindicato, esta é a hora de decidir. O conselho, inclusive, tem uma reunião no dia 08 de abril, quando se decidirão as regras do concurso deste ano. "Aproveitando o início dos procedimentos concursais deste movimento de 2026 este é o momento certo de alterar os conteúdos funcionais. Eles não se podem manter inalterados e ser feito um novo concurso exatamente pelas melhores regras do anterior que sabemos que não resultam", explicou o presidente."A greve afirma-se como instrumento legítimo de reação, defesa da linhagem profissional e exigência de uma justiça dotada dos meios e da racionalidade funcional que o serviço público importa", defende Paulo Lona. Ao ouvir os magistrados do MP em reuniões por todo o país, o sindicato entende que o modelo adotado "não funciona" e que os magistrados já estão "sobrecarregados". Esta greve foi aprovada em assembleia geral realizada em junho do ano passado. Na altura, ficou definido que "todas as formas de luta" poderiam ser adotadas a partir de setembro, por isso esta direção está "mandatada para a realização de greve".amanda.lima@dn.pt.Conselho Superior do Ministério Público aprova movimento de magistrados.Magistrados do MP aprovam greve geral de dois dias em julho