Sindicato de investigadores da PJ mantém "confiança total" em Carlos Cabreiro
O Sindicato do Pessoal de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (SPIC-PJ) reitera a confiança no atual diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ). Ao DN, Rui Paiva, presidente da entidade sindical, afirma que os profissionais continuam com “total confiança” em Carlos Cabreiro. O líder da PJ foi alvo de buscas pelo Ministério Público (MP) na quarta-feira, 23 de setembro. Em causa está uma investigação decorrente do processo Football Leaks.
O coordenador da PJ David Freitas alegou que o agora diretor daquela polícia mentiu em tribunal ao dizer que não foram feitas escutas no terreno. Sobre a investigação, o porta-voz do sindicato destaca que “espera os desenvolvimentos do processo no MP” e que “se apure com celeridade todos os factos”.
Mais cedo, Rita Alarcão Júdice tinha passado uma mensagem semelhante ao do SPIC-PJ, respondendo numa nota enviada à RTP que “as diligências ontem [quarta-feira] realizadas não afetam a confiança no Diretor Nacional da Polícia Judiciária”.
"A ministra da Justiça respeita, em absoluto, a autonomia do Ministério Público e o regular funcionamento das instituições", diz ainda, tendo sublinhado o "profissionalismo" dos quadros da PJ.
As diligências feitas à sede da Polícia Judiciária na quarta-feira incluíram a revista do gabinete de Carlos Cabreiro e do computador de trabalho do diretor-nacional da PJ.
À data dos atos denunciados, Cabreiro era líder da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, então liderada por Luís Neves, atual ministro da Administração Interna. De acordo com a denúncia, o então investigador ordenou uma escuta a um encontro entre o advogado de Rui Pinto, Aníbal Pinto, e um elemento da empresa Doyen Sports. Essa escuta terá sido importante para a PJ identificar Rui Pinto como o hacker por trás do site Football Leaks.

