Alunas consultam as notas dos exames nacionais na Escola Secundária da Ramada, em Odivelas
Alunas consultam as notas dos exames nacionais na Escola Secundária da Ramada, em OdivelasFoto: Gerardo Santos

Só 304 candidaturas no primeiro dia do concurso de acesso ao ensino superior. No ano passado, foram 10 mil

Os alunos que pedirem a reapreciação das provas realizadas na 1.ª fase dos exames nacionais poderão usá-la na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso mesmo após terminar o prazo de candidatura, que termina a 5 de agosto, diz Ministério da Educação.
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Apenas 304 alunos apresentaram candidatura, no primeiro dia, à 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público, um valor que no ano passado ultrapassou os 10 mil no mesmo período.

A diferença deverá dever-se às dúvidas que muitos alunos ainda dizem ter quanto às notas na primeira volta, devido às falhas na classificação digital.

Em causa as polémicas que rodearam nos últimos dias o processo de classificação das provas, com casos em que as notas foram alteradas por falhas do processo ou com a afixação de pautas com erros que originaram classificações em suspenso ou incorretas, como admitiu hoje o próprio ministro da Educação, Fernando Alexandre.

Na segunda-feira, associações de estudantes do ensino básico e secundário manifestaram desconfiança dos resultados das classificações dos exames nacionais e afirmaram que nenhum aluno pode ter certeza se precisa ou não de ir à 2.°fase.

E a Federação Académica de Lisboa (FAL) manifestou-se também preocupada com as “potenciais implicações” no acesso ao Ensino Superior dos constrangimentos na classificação e divulgação das notas dos exames nacionais, pedindo garantias de equidade.

Hoje, fonte oficial do Ministério da Educação recordou à Lusa que os alunos que pedirem a reapreciação das provas realizadas na 1.ª fase dos exames nacionais poderão usá-la na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso mesmo depois de terminar o prazo de candidatura, que termina a 5 de agosto. O ministro também já tinha lembrado essa possibilidade.

Tal está previsto no Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público para a Matrícula e Inscrição no Ano Letivo de 2026-2027.

No regulamento diz-se que, num caso desse género, em que há uma alteração de classificação, é facultada, até três dias seguidos da sua divulgação, “a apresentação da candidatura, aos candidatos que só então reúnam condições para o fazer” ou a “alteração da candidatura, aos candidatos que a tenham já apresentado”.

Apesar dos problemas no processo de classificação dos exames nacionais e dos atrasos na divulgação das notas, o Ministério manteve os calendários do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que termina a 6 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.

Contudo, os alunos que se sintam prejudicados poderão realizar exames numa época especial, a decorrer em setembro, podendo depois concorrer ao ensino superior na segunda fase.

Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas.

As pautas dos exames nacionais começaram a ser afixadas apenas na sexta-feira à noite, mas inicialmente sem todas as classificações, devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames (JNE).

O concurso nacional de acesso ao ensino superior tem este ano, para o próximo ano letivo nas universidades e institutos politécnicos, 56.790 vagas (mais 834 face ao ano passado) através do regime geral de acesso.

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