Em relação à segunda fase de realização dos exames nacionais, José Luís Carneiro também admitiu “um eventual adiamento por um ou dois dias”.“Não existindo ainda total segurança nas classificações que foram atribuídas – e, por isso mesmo, haverá alunos que vão realizar o seu pedido de reapreciação de provas - é desejável que possa haver um eventual adiamento, por um ou dois dias, pelo menos, para que este processo possa ser feito com segurança, com estabilidade, quer para os alunos, quer também para as próprias famílias”, defendeu.Na perspetiva do líder socialista, esta solução permite “maior segurança na publicitação das notas suspensas e, também, maior segurança na preparação dos alunos e na sua avaliação das classificações atribuídas para efeito da realização de recursos”.“E permite também melhores condições para a realização da segunda fase dos exames”, completou..O secretário-geral do PS considerou hoje urgente que primeiro-ministro e Governo se reúnam com o Conselho de Reitores e defendeu que, perante "a atual instabilidade", deverá ponderar-se um prolongamento do prazo de candidatura ao Ensino Superior.Em declarações à agência Lusa, José Luís Carneiro também defendeu – e igualmente por razões de segurança - um eventual adiamento “por um ou dois dias” da realização da segunda fase dos exames nacionais.No plano político, José Luís Carneiro considerou essencial que se encontre rapidamente uma saída para “o atual quadro de instabilidade e de imprevisibilidade” em consequência dos problemas registados no processo dos exames nacionais.“Neste momento, há ainda um quadro de grande imprevisibilidade e de instabilidade em relação aos termos em que os alunos conhecem as notas que se encontram suspensas, quanto ao pedido de revisão de provas e em relação ao processo de candidatura ao ensino superior”, apontou o líder socialista.Face a esta conjuntura, José Luís Carneiro considerou que o Governo e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, devem reunir-se com urgência com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, “tendo em vista garantir uma boa articulação entre as classificações atribuídas e o prazo das respetivas inscrições nas instituições do ensino superior”.."Penso que, se calhar, se deu um passo maior do que a perna", resumiu Luís Duque de Almeida, ex-presidente do Júri Nacional de Exames (JNE), O docente considera que o Ministério da Educação avançou de forma precipitada com a generalização da correção digital dos exames nacionais, disse à SIC Notícias.O ex-responsável defende que o projeto-piloto realizado no ano passado já tinha evidenciado dificuldades que justificavam uma implementação mais gradual. Segundo Luís Duque de Almeida, durante o período em que esteve à frente do organismo nunca foi solicitado ao JNE qualquer relatório de avaliação sobre a experiência-piloto.“Até à data da minha cessação de funções não foi pedido ao JNE qualquer balanço sobre esse projeto-piloto. Estou em crer que o ministro terá tido alguma informação, mas a mesma não foi prestada pelo JNE", afirmou o líder do JNE durante seis anos e meio..Não são todos os alunos com notas disponíveis. No Liceu Camões, em Lisboa, há pelo menos um aluno sem nota da prova de português, avançou à SIC Notícias o diretor Ricardo Frias. Outros casos vão sendo relatados nas redes sociais.. Associação Académica de Coimbra (AAC) lançou hoje um movimento intitulado “Isto é Gozar com Quem Estuda”, que pretende “responder aos sucessivos problemas gerados única e exclusivamente pelo Ministério da Educação”, vincou a estrutura associativa em comunicado.Na nota enviada à agência Lusa, a direção-geral da AAC sustentou que os problemas em causa decorrem das revisões do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES) e “do caos instalado em torno dos exames nacionais”.“Não permaneceremos em silêncio. Uma vez mais, queremos tomar as rédeas do nosso futuro”, argumentou a associação, que representa os estudantes universitários de Coimbra, sem, no entanto, esclarecer quais as premissas, conteúdos ou iniciativas programadas do anunciado movimento e quem o integra.A nota apenas refere que a Associação Académica de Coimbra, durante os próximos dias, “tomará uma série de posicionamentos políticos, sensibilizando, alertando e agindo em resposta direta às decisões da tutela, em nome de todos os jovens e estudantes portugueses”.Lusa.Filinto Lima acredita que os pedidos de reapreciação devem “aumentar bastante este ano, em virtude da situação que, de facto, não foi nada pacífica”. “A partir da amanhã, os nossos alunos poderão, através de uma plataforma", gozar “desse direito”, salientou, mas alertando que “se reclamarem, se pedirem a reapreciação, além de terem de pagar uma taxa, a nota pode baixar. Portanto, é bom que os alunos tenham consciência disso”.Filinto Lima aconselhou os alunos a consultarem “rapidamente” as provas, para analisarem os resultados e tomarem uma decisão sobre um pedido de reapreciação, com o qual podem avançar na segunda-feira.“E depois, as escolas têm que, de facto, mandar apreciar essas provas”, disse, apontando que “os alunos têm a expectativa de subir a nota”, mas que “pode haver aquela ilusão” de que a prova foi mal corrigida este ano.“As provas não foram mal corrigidas. As provas nem foram mal classificadas”, disse, salientando que “o processo é que não ajudou”.Lusa.As escolas já receberam novos ficheiros com as classificações dos exames do secundário e os alunos terão hoje conhecimento da sua nota, com a palavra “suspenso” a ser “erradicada” das pautas, disse o representante dos diretores.Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, referiu que “as escolas receberam novos ficheiros, sobretudo para colmatar aquela falha de 1.400 situações em que, em vez de aparecer um algarismo de 1 a 20, uma classificação, aparecia a palavra suspenso”.O responsável explicou que, “durante o dia de hoje, esta situação será corrigida e os alunos terão conhecimento [da nota] de diversas formas, depende de cada escola, depende de cada diretor”, apontando que “alguns estão a telefonar aos pais, a informar da alteração”.“Quase todos estão com o programa Inovar e os alunos, através deste programa, têm logo acesso à sua classificação”, destacou ainda. Lusa.- O ministério garantiu que as notas "em suspenso" seriam resolvidas, assegurando que nenhum aluno seria prejudicado no acesso ao Ensino Superior devido às falhas registadas;- O Governo pediu desculpa pelos atrasos e garantiu que as notas em "suspenso" seriam resolvidas durante o dia, assegurando que nenhum aluno seria prejudicado no acesso ao Ensino Superior;- A Provedoria de Justiça pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação sobre as falhas e as medidas para a segunda fase dos exames;- A oposição e representantes dos professores intensificaram as críticas ao ministro Fernando Alexandre.Leia abaixo:.Governo pede desculpa a alunos e professores. Garante que notas "suspensas" são resolvidas este sábado.Assim desabafa Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento. Em entrevista esta manhã na rádio Observador, o dirigente afirmou que é preciso começar a segunda fase dos exames e torce que "corra melhor".Mais uma vez, criticou a postura do ministro Fernando Alexandre. O minso ”fez mal" em culpar as escolas pelos constrangimentos em todo o processo. ”Fizemos um trabalho de excelência e só queremos palavras de incentivo”, vincou Lima..As pautas completas dos exames nacionais devem ser publicadas este domingo, 19 de julho, num dia que novamente ficará marcado pelo tema. Em comunicado perto da meia-noite de sábado, a EduQA confirmou que as provas estão prontas para ser enviadas às escolas "nas próximas horas". Durante o dia, foi concluído um processo de validação complementar que manteve 1400 provas em suspenso a nível nacional..Bom dia. Acompanhe mais um dia de notícias sobre a polémica dos exames nacionais..Pautas completas dos exames nacionais publicadas após validação de 1400 notas "suspensas".Seguro: "Exames nacionais? Processo de avaliação não correu bem"