Nova SBE quer separar-se da Universidade Nova de Lisboa
Nova SBE quer separar-se da Universidade Nova de LisboaPAULO SPRANGER/Global Imagens

Reitor da Universidade Nova pede audiência com ministro para debater situação da Nova SBE

Paulo Pereira garante que “nunca houve qualquer interferência da Reitoria na autonomia da Nova SBE ou outra Unidade Orgânica”, em reação à intenção da SBE em separar-se da Nova, noticiada pelo DN.
Publicado a
Atualizado a

O reitor da Universidade Nova de Lisboa, Paulo Pereira, pediu uma audiência ao ministro da Educação, Ciência e Inovação para debater a situação da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), ao mesmo tempo que rejeita qualquer interferência da Reitoria na gestão da faculdade.

Em nota divulgada esta sexta-feira, 27 de março, a universidade garante que “nunca houve qualquer interferência da Reitoria na autonomia da Nova SBE ou outra Unidade Orgânica”, acrescentando que essa autonomia “tem sido plenamente respeitada em todas as suas dimensões”.

A reação surge na sequência da manchete da edição do Diário de Notícias desta sexta-feira, que dá conta da intenção da Nova SBE, dirigida por Pedro Oliveira, de avançar com um pedido formal de separação da Universidade Nova de Lisboa, com o objetivo de ganhar maior autonomia e reforçar a sua competitividade internacional.

Na reação enviada à comunicação social, a Reitoria da Nova afirma ter tomado conhecimento dessas informações “com surpresa”, sublinhando não ter recebido até à data “qualquer pedido formal que permita a análise desta matéria pelos órgãos competentes da Universidade”.

“A NOVA considera, por isso, inadequado que um tema desta natureza seja colocado no espaço público sem qualquer articulação institucional prévia”, acrescenta.

O diferendo entre as duas partes tem vindo a intensificar-se e centra-se, sobretudo, na questão da autonomia. A Nova SBE defende maior flexibilidade para competir com escolas internacionais de referência, nomeadamente ao nível da contratação de docentes, definição de salários e captação de financiamento.

Conforme escreve o DN na sua edição diária desta sexta-feira, “ao longo dos anos, várias vozes críticas - entre as quais se destaca a do professor catedrático e fundador do Campus de Carcavelos, Pedro Santa-Clara - têm acusado a UNL de travar o desenvolvimento da Nova SBE como escola de referência internacional, por lhe recusar uma autonomia que consideram necessária à manutenção do estatuto de uma das melhores entre as escolas de economia e finanças da Europa e também do mundo”.

Já a Reitoria sustenta que essa autonomia nunca esteve em causa.

O clima agravou-se nos últimos meses, em particular após a decisão da universidade de impor a utilização de denominações em português nas suas unidades orgânicas. A Nova SBE terá interpretado essa medida como prejudicial para a sua estratégia de internacionalização e para a consolidação da sua marca global.

Entre os cenários em discussão para o futuro da Nova SBE, segundo fontes contactadas pelo DN, estariam uma eventual autonomia reforçada dentro da universidade, a criação de uma instituição pública independente ou uma possível passagem para o setor privado.

Esta sexta-feira, uma fonte da Nova SBE afirmou que “a questão da autonomia, ou do grau de autonomia, é debatida há várias décadas dentro e fora da Universidade", mas rejeitou "qualquer divórcio institucional, muito menos a saída da esfera pública”.

Caberá ao Governo, e ao ministro Fernando Alexandre, ajudar a encontrar uma solução. Certo é que o novo regime jurídico das instituições do ensino superior evoluiu no sentido de reforçar a autonomia e a internacionalização das instituições.

Nova SBE quer separar-se da Universidade Nova de Lisboa
Nova SBE avança com divórcio da Universidade Nova de Lisboa

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt