Área Metropolitana do Porto quer envelope financeiro do Estado para investir mais em habitação
Os municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) exigem maiores responsabilidades ao poder central para responder ao problema da habitação. Pedem mais financiamento do Estado para "executar melhor e mais depressa" casas no território.
Na reunião do Conselho Metropolitano, realizada esta sexta-feira, 30 de outubro, em Gondomar, os 17 municípios que compõem a AMP asseguraram que têm uma estratégia articulada para o setor da habitação, diz o portal de notícias da Câmara Municipal do Porto (CMP).
Segundo afirmou na ocasião Pedro Duarte, presidente da AMP e da CMP, "há absoluta disponibilidade e vontade política, da parte dos autarcas, para aumentar a eficácia e assumir mais responsabilidade, desde que com o devido envelope financeiro a acompanhar".
Segundo o autarca, com o envelope financeiro nas mãos dos municípios "provavelmente executaremos melhor e mais depressa do que se for centralizado em organismos em Lisboa".
Esta "foi uma das conclusões desta reunião", disse, defendendo que "faz sentido que haja uma visão metropolitana e uma articulação entre os diferentes municípios, para ganhar eficiência".
O presidente da Câmara de Gondomar, Luís Filipe Araújo, anfitrião desta reunião, defendeu que a discussão sobre habitação na AMP deve "ser pensada de forma coordenada", numa perspetiva de "uma cidade só, de uma área metropolitana única".
A habitação foi o tema desta reunião metropolitana, por proposta de Pedro Duarte.
