PSP regressa à contestação: ASPP decide novos protestos a 10 de setembro
O descontentamento nas fileiras da Polícia de Segurança Pública está prestes a transbordar novamente para as ruas. A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) anunciou que vai reunir a sua direção no próximo dia 10 de setembro para definir o calendário e os moldes de uma nova vaga de protestos de âmbito nacional, noticiou esta segunda-feira, 1 de agosto, a agência Lusa.
Na origem desta tomada de posição está o impasse negocial com o Ministério da Administração Interna (MAI). A estrutura sindical contesta a falta de respostas da tutela e denuncia o cancelamento unilateral de reuniões que tinham sido previamente garantidas pelo Executivo ainda durante 2024.
Além do congelamento do diálogo político, a ASPP/PSP traça um cenário operacional crítico no terreno. "Temos problemas gritantes na polícia. Temos esquadras a trabalhar sem recursos, temos ausência de carros de patrulha, temos esta crítica social que está a ser feita por ausência de policiamento de proximidade", alertou o presidente do sindicato, Paulo Santos, em declarações à Lusa.
A contestação da estrutura mais representativa da PSP abre ainda uma frente interna inédita de pressão. Em comunicado oficial, o sindicato apontou baterias à própria Direção Nacional da PSP, acusando a cúpula policial de um "total alinhamento com os erros governativos" e de manifesta incapacidade para travar decisões operacionais e estratégicas que fragilizam o dispositivo de segurança pública.

