PSD defende novo modelo turístico para Albufeira após atropelamento na Oura
O PSD de Albufeira, no distrito de Faro, defende uma “reflexão pública” sobre o modelo turístico para o concelho, na sequência do atropelamento na Oura que provocou 16 feridos na terça-feira, 25 de agosto, perspetivando maior segurança e sustentabilidade.
Numa nota de imprensa, os sociais-democratas defendem que Albufeira deve evoluir de um modelo assente sobretudo na quantidade de turistas para outro “baseado na qualidade e no valor acrescentado, preservando simultaneamente a identidade local, as tradições e a qualidade de vida dos residentes”.
Entre as medidas defendidas está a atração de um turismo “mais qualificado e respeitador da comunidade local”, bem como a recuperação de algumas zonas da cidade para famílias e residentes.
O partido defende também o reforço da segurança e o combate a comportamentos que possam prejudicar a imagem de Albufeira enquanto destino turístico.
Para o PSD, a resposta aos desafios do concelho deverá resultar de uma estratégia conjunta, envolvendo o Governo, o município, empresários, forças de segurança, operadores turísticos e a população.
Os sociais-democratas sustentam que Albufeira “tem capacidade para se reinventar” e defendem a abertura de um “novo ciclo turístico assente na segurança, sustentabilidade, valorização económica e respeito pela identidade local”.
A posição surge na sequência do atropelamento ocorrido na madrugada de terça-feira na zona da Oura, que provocou 16 feridos, dois em estado grave, e que o partido considera “dever servir para relançar o debate” sobre o futuro turístico do concelho.
O condutor, de 35 anos, que passava férias em Albufeira, foi detido com uma taxa de alcoolemia de 1,29 gramas de álcool por litro de sangue após fugir à polícia e atropelar as pessoas quando se encontravam na via pública. A zona da Oura é um local de concentração de vários bares e no período noturno está interditada à circulação automóvel.
O autor do atropelamento foi ouvido na quinta-feira em primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Albufeira, tendo-lhe sido aplicada prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.
A Câmara de Albufeira era um bastião da coligação PSD/CDS-PP, mas em 2025 a liderança passou para o Chega e o executivo é presidido por Rui Cristina.
