A Proteção Civil alertou esta quinta-feira, 5 de fevereiro, para o risco agravado de inundações e cheias, na sexta-feira e no sábado, devido à subida dos caudais da maioria dos rios e às descargas de barragens espanholas.A continuação da chuva “intensa registada nos últimos dias” provocará a subida dos caudais dos rios e pode levar a cheias provocadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras, segundo o comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Com base na informação que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disponibilizou à ANEPC, os caudais dos rios vão manter-se elevados, em particular a bacia do Tejo, com uma “tendência de subida significativa”, destacando-se os rios Zêzere, Nabão e Sorraia.Os caudais também vão manter-se elevados e com tendência para subir no Rio Minho, Rio Lima, Rio Cávado, Rio Douro, Rio Vouga, Rio Mondego, Rio Lis, Rio Sado, Rio Guadiana, Ribeiras do Arade e as ribeiras do Algarve.A Proteção Civil alertou também para o risco de inundações em áreas urbanas e para a formação de lençóis de água.O corte do trânsito em algumas vias rodoviárias, por estarem submersas e derrocadas são outros efeitos da depressão Leonardo que poderão ocorrer, segundo a nota.A Proteção civil alertou ainda para a presença de objetos soltos arrastados para as vias rodoviárias e para possibilidade estruturas móveis ou mal fixadas se soltarem devido às cheias e inundações, sendo que estes objetos e estruturas podem causar acidentes rodoviários.Em relação às medidas preventivas, a ANEPC apelou às pessoas que desbloqueiem os sistemas de escoamento, ou seja, que retirem os objetos que possam ser arrastados pela água para as estradas e que prejudiquem o funcionamento dos sistemas.A Proteção Civil pediu também que a população evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações.A ANEPC apelou ainda para que as pessoas não estacionem veículos em zonas historicamente inundáveis e não atravessem locais inundados, evitando que cidadãos ou carros sejam arrastados para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.Na nota, a Proteção Civil pediu a retirada de animais de zonas inundáveis e “especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas”.Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros..Especialista alerta: sem ordenamento do território e novas barragens, cheias no Mondego irão agravar-se.Saia da água antes de chegar-lhe ao joelho: use ténis e sonde o caminho com um guarda-chuva