Os docentes começaram a correção das provas-ensaio no passado dia 24 (o prazo termina a 8 de maio), mas nem todos professores estão a conseguir aceder aos ‘exames’. O relato de erros na plataforma do IAVE multiplica-se nos grupos de professores das redes sociais. Ao DN, uma docente que não quis identificar-se explica que o acesso à plataforma não apresenta anomalias, mas “quando se clica para abrir as provas, não se consegue abrir”. A professora, lamenta a situação e afirma que “os problemas deixam pouco tempo para cumprir o prazo de correção”. “No caso da prova-ensaio de português de 9.º ano, temos dezenas de itens de composição (um texto de opinião). Acresce que não somos dispensados do resto do serviço, como a componente não letiva. É um trabalho extra não remunerado e num curto espaço de tempo”, salienta. A mesma fonte relembra que muitas escolas decidiram que as provas-ensaio teriam ponderação nas notas das disciplinas. Contudo, “este atraso poderá pôr em causa a divulgação atempada das notas e inviabilizar a sua contabilização”.Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), confirma a situação ao DN e pede ao Governo a avaliação do problema. “Poderá ser necessário prolongar o prazo de correção”, afirma.Estas provas - em formato digital - servem para garantir que as escolas estão preparadas para a época de avaliação externa, que começa no final de maio, e que os alunos estão familiarizados com a plataforma.Este ano, as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) dos 4.º e 6.º anos realizam-se entre 27 de maio e 09 de junho, e as provas finais do 9.º ano estão marcadas para 17 de junho (Português) e 22 de junho (Matemática).As provas-ensaio deveriam ter começado a 23 de fevereiro, mas realizaram-se entre 14 e 23 de abril. O adiamento surgiu na sequência do mau tempo que atingiu o país e que destruiu alguns estabelecimentos escolares.