Centenas de manifestantes concentraram-se na Marcha pela Vida
Centenas de manifestantes concentraram-se na Marcha pela VidaANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Prisão preventiva para suspeito de atirar 'cocktail molotov' na Marcha pela Vida

Homem de 39 anos que lançou cocktail molotov contra manifestantes antiaborto está indiciado por seis crimes, entre eles, o de terrorismo.
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O homem que terá lançado cocktail molotov contra manifestantes que protestavam contra o aborto na Marcha pela Vida, a 21 de março, vai ficar em prisão preventiva. A informação foi avançada inicialmente pela SIC Notícias e confirmada pelo DN junto de fonte ligada à investigação.

O tribunal acolheu os argumentos da PJ e do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) em relação ao risco de fuga. O indiciado, de 39 anos, possui ligação com os Estados Unidos, onde viveu e trabalhou. Quando foi identificado no dia do crime, o passaporte não foi apreendido.

O suspeito foi detido na manhã de quarta-feira, 15 de abril, em Lisboa. EsTá indiciado pela tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave.

Centenas de manifestantes concentraram-se na Marcha pela Vida
Detido homem que atirou cocktail molotov na manifestação Marcha Pela Vida

Segundo apurou o DN, este homem tem 39 anos, estará ligado a movimentos de extrema-esquerda e trabalha na área do design. É ainda militante do PS, como revelou o próprio partido, que determinou a suspensão preventiva do mesmo e a instauração de um processo disciplinar.

Repercussão

O ataque, ocorrido em março em frente ao Parlamento, não deixou feridos, mas representou perigo nesta manifestação, a qual participavam mulheres e bebés. O crime foi denunciado em vídeos partilhados nas redes sociais por participantes na Marcha pela Vida e por alguns políticos, como a deputada do Chega, Rita Matias. O líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, referiu-se a “um atentado à democracia”, criticando “o ódio e a violência” que deixam “clara a diferença” em relação a “milhares que se manifestaram de forma pacífica”.

O caso também levou o ministro da Administração Interna, Luís Neves a condenar o ataque. “Não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos”, disse na altura.

De acordo com o último Relatório Anual da Segurança Interna (RASI), divulgado recentemente, “também face à acrescida assertividade da extrema-direita radical e violenta, o ‘antifascismo’ tornou-se, novamente, num dos principais veículos para efeitos de recrutamento, mobilização e radicalização da extrema-esquerda radical e violenta, amiúde interpenetrada pelo ativismo ambientalista radical”.

O mesmo documento refere que “destacou-se, contudo, o esforço do movimento autónomo e anarquista em dinamizar a causa antifascista, com os militantes preparados para o confronto físico com os seus adversários e as Forças de Segurança, e em desenvolver uma praxis de violência insurrecional, fosse através de iniciativas promovidas pelo movimento, fosse pela instrumentalização de protestos de terceiros, como sucedeu por ocasião da Greve Geral”.

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