Centenas de manifestantes concentraram-se na Marcha pela Vida
Centenas de manifestantes concentraram-se na Marcha pela VidaANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Detido homem que atirou cocktail molotov na manifestação Marcha Pela Vida

Na sequência desse incidente, em que foi detido pela PSP, este homem ficou, a 23 de março, sujeito a apresentações periódicas e proibição de frequentar o local. PJ quer agravamento das medidas de coação.
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O homem que terá lançado um cocktail molotov na manifestação Marcha pela Vida, a 21 de março em Lisboa, foi detido na terça-feira e será esta quarta-feira, 15 de abril, presente a uma juiz. A informação foi avançada pelo Observador, que diz que a Polícia Judiciária espera que este fique em prisão preventiva.

De acordo com um comunicado entretanto enviado pela PJ, este homem está indiciado pela tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave.

Na sequência desse incidente, em que foi detido pela PSP, este homem ficou, a 23 de março, sujeito a apresentações periódicas e proibição de frequentar o local. No dia seguinte, a Procuradoria Geral da República esclareceu que era suspeito do crime de posse de arma proibida.

Dias depois, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, repudiou este tipo de atos, que considerou enquadrar-se num crime de ódio. “Na minha opinião e vou dá-la porque fui diretor de uma unidade contraterrorismo quase 12 anos e fui diretor nacional de uma polícia que investiga estes crimes, poderemos estar perante um crime de natureza terrorista”, disse.

"Desde que foi delegada a competência de investigação na PJ, foram realizadas dezenas de diligências com o objetivo de obtenção de meios de prova, culminando com o cumprimento de um mandado de detenção e de um mandado de busca e apreensão, no qual foram apreendidos diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico", diz esta quarta-feira a PJ.

Segundo o comuniado, o homem será presente esta quarta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para novo interrogatório judicial.

Segundo o Observador, este homem tem 39 anos, é um antigo professor e designer gráfico. Esta força policial considera, de acordo com a mesma fonte, que existem vários perigos que justificam o agravamento das medidas de coação, nomeadamente os perigos de fuga, de perturbação do inquérito, e de alarme social.

Centenas de manifestantes concentraram-se na Marcha pela Vida
Apresentações periódicas para homem que atirou cocktail molotov na manifestação Marcha Pela Vida
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