O homem detido por ter atirado um cocktail molotov no decurso da Marcha Pela Vida, no sábado, em Lisboa, ficou esta segunda-feira, 23 de março, sujeito a apresentações periódicas e proibição de frequentar o local do incidente, adiantou à Lusa fonte policial.“Depois de presente junto à autoridade judiciária competente, foi determinada a medida de coação de apresentações diárias e proibição de frequentar o local da prática dos factos”, segundo a mesma fonte policial.A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário para o meio dos participantes..Ataque contra Marcha pela Vida pode levar a acusação de terrorismo. O agressor - um homem de 39 anos - foi de imediato detido no local pela PSP.De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava no protesto, aproximou-se do local e “arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo cocktail molotov, contendo gasolina, na direção das pessoas presentes”.No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.Ainda assim, a PSP relatou, num comunicado divulgado no domingo, que o incidente gerou “um clima de alarme e perturbação no local” e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.“O suspeito foi detido pela PSP, tendo sido posteriormente conduzido às instalações policiais, com o objetivo de ser presente à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas”, segundo o comunicado.Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas “num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria”.A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou no domingo o incidente, que classificou como uma demonstração de “extremismo violento”, e elogiou a “pronta intervenção da PSP”..Luís Neves reage a ataque contra Marcha pela Vida: "Não toleramos qualquer forma de extremismo violento"