Benjamim Pereira, presidente do IHRU
Benjamim Pereira, presidente do IHRUReprodução

Presidente do IHRU retrata-se. "Aceito não ter sido feliz" nas expressões

Benjamim Pereira decidiu esclarecer afirmações dada a "dimensão mediática que alcançaram". Diz que "não se pode exigir aos jovens de hoje os sacrifícios de outrora", depois de 50 anos de democracia.
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"Aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei", reconheceu esta sexta-feira, 23 de outubro, o presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira, após a controvérsia das suas declarações sobre a disponibilidade da sociedade portuguesa em se sacrificar para ter uma casa.

"Em momento algum disse que os jovens não tinham dificuldades ou que não estavam a sofrer consequências com a carência de habitação", escreve Benjamim Pereira, em comunicado enviado à imprensa.

Segundo explica, "o que fiz foi um paralelismo com o passado, evidenciando, através de um exemplo pessoal, que a habitação sempre foi um problema neste país e que os portugueses sempre valorizaram e se sacrificaram muito para poderem ter uma habitação própria".

E acrescenta: "Quando digo que se sacrificaram, é com tristeza que o constato, e não com algum tipo de saudosismo. Como é evidente, não se pode exigir aos jovens de hoje os sacrifícios de outrora, o que significaria que nada tínhamos conseguido melhorar em mais de 50 anos de democracia".

Benjamim Pereira justifica a emissão do comunicado pela "dimensão mediática que alcançaram" as suas declarações de quinta-feira à imprensa.

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