O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, Ribau Esteves, garantiu esta quinta-feira (12 de março) que o processo de pagamento dos apoios destinados à reconstrução de habitações danificadas por tempestades está a decorrer dentro da normalidade legal, rejeitando a existência de atrasos injustificados. Em declarações à Antena 1, o responsável reagiu às críticas de lentidão, descrevendo a operação como um "procedimento muito duro" que exige rigor extremo.Ao contrário da ideia de ineficiência, Ribau Esteves recusou categoricamente utilizar o termo "falhas" para descrever o ritmo dos trabalhos. "Eu não vou nesse exercício das falhas", disse, sublinhando que as equipas estão a dar o seu melhor perante desafios logísticos consideráveis. O líder da CCDR Centro revelou que um dos entraves ao ritmo desejado prende-se com o facto de os técnicos mobilizados pelo Governo não conhecerem as especificidades geográficas da região: "Os técnicos chegam ao terreno, têm que perceber onde é que estão as casas e têm que aprender a lidar com a plataforma".Transparência total através de nova plataforma digitalPara responder à ansiedade das famílias e às críticas políticas, Ribau Esteves anunciou que a CCDR Centro está a ultimar uma nova funcionalidade de transparência na plataforma informática de gestão de apoios. O objetivo é disponibilizar um "output" público, atualizado semanalmente no site da CCDRC, com a informação sumária sobre o estado de todos os processos: "processos entrados, aprovados, em tramitação, pagos, indeferidos, etc.". Esta medida visa permitir que cada munícipe acompanhe o ponto de situação exato da sua ajuda financeira.Esta tomada de posição surge um dia após o ministro da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, ter admitido publicamente que o processo "não está a correr bem". O governante tinha atribuído a responsabilidade da demora às autarquias, devido à dificuldade na avaliação e submissão das candidaturas. Ribau Esteves, embora reconheça a complexidade, reiterou uma mensagem de tranquilidade às famílias, assegurando que os compromissos do Estado serão integralmente cumpridos à medida que os trâmites burocráticos e as validações de terreno forem sendo concluídos pelas equipas técnicas.Notícia retificada com a correta identificação do presidente da CCDR Centro e atualizada com declarações do presidente da CCDR Centro. Aos visados e aos leitores as nossas desculpas..Ministro admite que processo de apoios para reconstrução de casas não está a correr bem.Autarcas criticam ministro por "querer passar culpas" sobre atrasos nos apoios à reconstrução de casas