Ministro admite que processo de apoios para reconstrução de casas não está a correr bem
Reinaldo Rodrigues

Ministro admite que processo de apoios para reconstrução de casas não está a correr bem

Manuel Castro Almeida diz que o processo de avaliação a cargo das Câmaras Municipais está a demorar.
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O ministro da Economia e da Coesão Territorial admtiu esta quarta-feira, 11 de março, que o processo de apoios para reconstrução de casa não está a correr bem. Segundo Castro Almeida o Governo "foi agilíssimo" a desenhar as medidas e nos apoios concretos, mas, por culpa, das autarquias, o processo de apoios à reconstrução das casas afetadas pelas tempestades "não está a correr bem".

"Temos 25 mil candidaturas a apoios, no valor de 143 milhões de euros, e o dinheiro que chegou às mãos das pessoas ainda é muito pouco. Porquê? Porque está a demorar o processo de avaliação a cargo das Câmaras Municipais", defendeu numa intervenção nas jornadas parlamentares do PSD, num painel sobre o programa Portugal Transformação Recuperação Resiliência (PTRR).

O governante garantiu que, quando o processo está pronto nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), "no mesmo dia ou no dia seguinte o dinheiro é pago".

Considerando que o papel das autarquias neste processo é fundamental e admitindo que estas estão atualmente com muito trabalho na sequência dos estragos causados pelo comboio de depressões que atingiu o Continente entre janeiro e fevereiro, Castro Almeida lembrou ainda que 700 técnico s estão a apoioar as Câmaras a avaliar os prejuízos, ao abrigo de protocolos com as Ordens dos Engenheiros e dos Arquitetos.

"Nós estamos a fazer o que está ao nosso alcance, para que este processo seja rápido. Infelizmente, não está a ser, mas, convenhamos, eu pergunto o que é que o Governo pode fazer mais para acelerar este processo? Não podemos dispensar o papel das Câmaras neste processo", disse, citado pela Lusa.

Já no que se refere aos apoios às empresas, o ministro da Economia e Coesão territorial disse que "já há 3725 empresas com 877 milhões de euros na conta, e em processo de contratualização quase cinco mil empresas para um valor de 1.141 milhões de euros".

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