Três pessoas foram detidas por suspeitas de fraude na obtenção de fundos comunitários, no âmbito da operação policial "Fundo Perdido", realizada esta terça-feira (28 de abril), informou a Polícia Judiciária (PJ). A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ realizou a operação policial para cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão, nos distritos do Porto, Santarém, Lisboa, Setúbal e Évora, que visaram domicílios, sedes de sociedades comerciais e um escritório de advogados. Procedeu-se ainda ao "cumprimento de três mandados de detenção, fora de flagrante delito, por suspeitas da prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção e de associação criminosa", explica a PJ em comunicado enviado às redações. Estão em causa "suspeitas da existência de um esquema fraudulento", envolvendo "várias sociedades comerciais", que, "com recurso a faturação fictícia e sobrefaturação, conseguiram obter indevidamente fundos comunitários de valor superior a 15 milhões de euros, ao abrigo dos programas Portugal 2020 e Alentejo 2020".A investigação prossegue agora com a análise dos "importantes elementos de prova" recolhidos pelas autoridades, de modo a apurar todas as "responsabilidades criminosas" e a concluir o inquérito, que corre termos no DIAP Regional de Évora, de forma célere.Os detidos, três homens e uma mulher, vão ser esta quarta-feira (29) presentes a primeiro interrogatório judicial em Évora, para aplicação das medidas de coação.A operação "Fundo Perdido" envolveu a participação de 92 elementos da PJ, um juiz de instrução criminal, dois magistrados do Ministério Público e um representante da Ordem dos Advogados. .PJ investiga têxtil suspeita de fraude milionária com fundos comunitários