O empresário Ricardo Claro foi visto pela última vez há oito dias, em Faro. Passada mais de uma semana desde o desaparecimento, a Polícia Judiciária (PJ) dispõe de linhas de investigação sólidas sobre o caso, tendo já identificado dois suspeitos.Um deles terá fugido do país, com destino ao Brasil. O outro foi detido e ouvido em juízo na sexta-feira, 20 de março, tendo sido libertado horas depois. No entanto, é esperado para novo depoimento já na segunda-feira, 23 de março.Segundo a PJ, "é suspeito da prática dos crimes de rapto e roubo ocorridos no concelho de Faro, aquando do desaparecimento de um homem de 50 anos, incomunicável desde o passado dia 13 de março". As autoridades apontam ainda para "fortes indícios de que o desaparecimento não terá sido voluntário".De acordo com a PJ, Ricardo Claro terá sido vítima de uma emboscada em frente à casa onde reside. Naquela noite, jantou em casa da mãe, de onde saiu por volta das 21h00. Pouco mais de uma hora depois, foi detetado um movimento suspeito na conta bancária do empresário. Parte da atuação dos suspeitos foi também captada por câmaras de videovigilância.No âmbito da investigação, "os elementos apurados permitem, para já, concluir que foi delineado um plano criminoso que consistia na privação da liberdade da vítima, com o objetivo de se apropriarem de todos os objetos de valor que esta transportasse ou aos quais fosse possível aceder". O carro da vítima foi encontrado, bem como as chaves e um casaco que usava naquela noite.Ricardo Claro é sócio de um restaurante em Almancil, onde desempenha também funções como diretor de recursos humanos. Ele ainda não foi encontrado.amanda.lima@dn.pt.Polícia Judiciária. “Não tenham medo”, diz Luís Neves aos novos diretores.Indefinição política deixa PJ no maior vazio de liderança em 20 anos