As medidas que limitam novas construções e alterações de terrenos na área do futuro aeroporto de Lisboa, em Alcochete, entram em vigor este sábado (21 de fevereiro), visando evitar mudanças que possam comprometer ou encarecer a execução do projeto.A resolução, aprovada em Conselho de Ministros no final do ano passado e publicada esta sexta-feira (20) em Diário da República, aplica-se ao Campo de Tiro de Alcochete e zonas envolventes, onde será construído o Aeroporto Luís de Camões.As medidas preventivas previstas “visam evitar a alteração de circunstâncias e condições existentes que possam comprometer ou tornar mais onerosa a execução do Aeroporto Luís de Camões, bem como das atividades e das infraestruturas com ele conexas”, lê-se no documento.Na área destinada à construção do aeroporto ficam limitadas operações como loteamentos, obras de urbanização, construção, ampliação ou alteração de edifícios, bem como trabalhos de remodelação de terrenos.Noutras zonas delimitadas, determinadas operações urbanísticas passam a depender de parecer vinculativo da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), que deverá avaliar se podem afetar a futura construção e funcionamento da infraestrutura.Ficam excluídas das restrições as intervenções promovidas pelo Estado, pela concessionária ANA — Aeroportos de Portugal, pela ANAC, pela NAV Portugal ou por entidades do Ministério da Defesa Nacional, nos termos previstos na resolução.As medidas vigoram por dois anos a partir da entrada em vigor do diploma, podendo ser prorrogadas.O documento prevê ainda a possibilidade de indemnização quando estejam em causa direitos já constituídos.O novo aeroporto foi aprovada pelo Governo em 2024 e deverá substituir integralmente o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa..ANA admite novo aeroporto pronto em 2035. Governo diz que "nada a impede de acelerar prazos" .Montenegro: "Silêncio sobre novo aeroporto? Estamos mais empenhados em concretizar do que em fazer power-points"