É mais um início de semana em que muitos imigrantes, que esperaram meses por um agendamento, terão de esperar ainda mais. Mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) estão em greve nacional esta segunda-feira, 30 de março. Os profissionais exigem ser integrados nos quadros da agência.Estes mediadores são subcontratados pela AIMA, através de associações. O DN/DN Brasil apurou que, no Porto, a adesão à greve é superior a 70%. Em Lisboa, o local com mais constrangimentos é a Loja dos Anjos, por onde passam centenas de pessoas por dia.É a segunda semana consecutiva que começa com greve, deixando imigrantes sem atendimento. Na semana passada, a paralisação foi da função pública. Em ambos os casos, cidadãos e cidadãs esperaram meses para conseguir um agendamento, que agora terá de ser remarcado.Em declarações à Lusa, Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS), responsabilizou o Governo pela situação. “O constrangimento que se sente neste momento é o atendimento encerrado. O único culpado desta situação é o Governo, é a tutela da AIMA, porque não resolve um problema reivindicado pelos mediadores socioculturais subcontratados em IPSS na AIMA”, declarou o dirigente sindical.São cerca de 200 profissionais que exigem contratação direta. Estes trabalhadores desempenham diversas funções na instituição, sobretudo no atendimento ao público. Além da greve, está marcado um protesto às 15h00, em frente à sede do Governo.amanda.lima@dn.pt.Loja da AIMA em Leiria não tem previsão de reabertura e imigrantes dão de cara com a porta fechada.AIMA tem “um desafio enorme pela frente” com o fim da Estrutura de Missão