O estado em que ficou a A1 após rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego
O estado em que ficou a A1 após rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio MondegoMIGUEL A. LOPES/LUSA

Ministro garante que obra da A1 estará "cem por cento concluída” até final da semana

Miguel Pinto Luz disse que já passou pela via que reabriu na segunda-feira e garantiu que as quatro faixas reabrirão em pleno até a fim da semana.
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O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu esta terça-feira, 24 de fevereiro, que, até ao final da semana, a obra da Autoestrada 1 (A1), na zona de Coimbra, estará “100% concluída” e a circulação nas quatro faixas de rodagem será reposta.

Em declarações aos jornalistas em Viseu, Pinto Luz disse que na segunda-feira à tarde o seu ministério deu “ordem para a reabertura, em modo basculante, de uma das vias de A1”.

“Eu próprio hoje já utilizei a A1 e posso dizer aqui, em primeira mão, que até ao final desta semana a obra estará 100% concluída. Ou seja, após a análise do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), poderemos sinalizar à Brisa que a autoestrada pode funcionar a 100% já com as quatro faixas em pleno funcionamento”, avançou.

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A1 reaberta em Coimbra de forma condicionada

O governante frisou que, durante 15 dias, foram mobilizados todos os meios possíveis para repor a circulação numa via considerada estratégica para a mobilidade nacional.

“Não parámos um segundo”, afirmou, deixando “uma palavra especial para a Brisa, para todos os subempreiteiros que estiveram em obra dia após dia, 24 horas por dia, para garantir que era reposta a maior infraestrutura rodoviária do país”.

O ministro disse aos jornalistas esperar que esta obra seja um exemplo para fazer “uma reconstrução do país absolutamente hercúlea” e sublinhou que há meios humanos e financeiros e “meios de simplificação também mobilizados para que, em conjunto com os autarcas”, seja conseguida uma contratação pública e um licenciamento mais céleres e eficazes.

A circulação na A1 foi restabelecida, de forma condicionada, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, pelas 19:30 de segunda-feira.

"A medida é aplicada na sequência da conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição na plataforma Sul / Norte, que ocorreram no início desta semana, e tem como objetivo minimizar o impacto para os utilizadores, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional", indicou a Brisa, em comunicado.

Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191.

De acordo com a Brisa, até à conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.

Esta solução temporária de reposição condicionada do trânsito, numa extensão de aproximadamente dois quilómetros, limitada a uma via por sentido, utiliza exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais (sentido Sul/Norte), detalhou a concessionária.

"A solução foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) e permite viabilizar a circulação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, depois do rebentamento do dique do Mondego ter provocado uma rutura na plataforma", frisou a Brisa.

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As imagens do buraco que ficou na A1 após desabamento de tabuleiro

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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