A circulação na Autoestrada 1 (A1) foi restabelecida, de forma condicionada, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul pelas 19:30 desta segunda-feira, 23 de fevereiro, adiantou a concessionária."A medida é aplicada na sequência da conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição na plataforma Sul / Norte, que ocorreram no início desta semana, e tem como objetivo minimizar o impacto para os utilizadores, dada a importância estratégica da A1 para a mobilidade nacional", indicou a Brisa, em comunicado.Em 11 de fevereiro, o rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1, levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191..De acordo com a Brisa, até à conclusão das obras, não serão cobradas portagens em toda a extensão do sublanço, entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.Esta solução temporária de reposição condicionada do trânsito, numa extensão de aproximadamente dois quilómetros, limitada a uma via por sentido, utiliza exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais (sentido Sul / Norte), detalhou a concessionária."A solução foi sujeita à avaliação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), mereceu decisão favorável do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) e permite viabilizar a circulação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, depois do rebentamento do dique do Mondego ter provocado uma rutura na plataforma", frisou a Brisa.A Brisa assegurou ainda que "todas as intervenções e decisões são tomadas dando total prioridade à segurança, tanto para os trabalhadores envolvidos na obra como de todos os que circulam nas suas autoestradas", instando os condutores a circularem "com total respeito pela sinalização temporária implementada".No domingo, o Ministério do Ambiente e da Energia divulgou a conclusão da intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais.A tutela indicou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu "repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes".Esta intervenção no rio Mondego "vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada".Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.